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Projeto bilionário em Carajás encontra novas reservas de cobre e ouro e pode operar por 24 anos no Pará

A mineração paraense pode estar diante de mais uma grande descoberta em Carajás. A mineradora canadense Ero Copper anunciou novos resultados de perfuração no Projeto Furnas, localizado no sudeste do Pará, que revelaram extensões de cobre, ouro e prata além das áreas inicialmente conhecidas.

Os resultados foram divulgados após uma campanha de aproximadamente 24 mil metros de novas perfurações e reforçam o potencial de um empreendimento que já possui uma avaliação econômica preliminar estimada em cerca de US$ 1,3 bilhão.

Segundo a empresa, algumas sondagens encontraram minério centenas de metros abaixo das áreas já mapeadas, enquanto outras ampliaram a extensão lateral da mineralização, indicando que o depósito pode ser significativamente maior do que o previsto inicialmente.

Descobertas ampliam potencial do projeto

Um dos resultados mais relevantes ocorreu na chamada zona sudeste do depósito. Uma perfuração identificou um intervalo de 90 metros contendo cobre, ouro e prata, ampliando em aproximadamente 115 metros os limites conhecidos da mineralização naquela direção.

Outro ponto considerado estratégico foi encontrado na zona central do projeto, onde os geólogos localizaram uma área mineralizada cerca de 220 metros abaixo da estimativa atual de recursos minerais.

Para os especialistas, essas descobertas são importantes porque demonstram que o sistema mineral permanece aberto tanto em profundidade quanto lateralmente, aumentando as perspectivas de crescimento futuro do projeto.

Produção pode durar mais de duas décadas

A avaliação econômica preliminar divulgada anteriormente pela Ero Copper prevê uma vida útil inicial de 24 anos para a futura operação.

Nos primeiros 15 anos, a expectativa é produzir, em média, cerca de 108 mil toneladas anuais de cobre equivalente, indicador que considera também o valor econômico do ouro e da prata extraídos juntamente com o cobre.

O planejamento atual prevê a combinação de minas a céu aberto e operações subterrâneas, além da construção de uma unidade de processamento capaz de tratar aproximadamente 13,5 milhões de toneladas de minério por ano.

Apesar do potencial, a empresa destaca que o projeto ainda se encontra em fase de estudos, licenciamento e detalhamento técnico. Isso significa que ainda não existe autorização para implantação da mina e que os números podem sofrer alterações ao longo das próximas etapas.

Parceria com a Vale

O Projeto Furnas é desenvolvido em parceria com a Vale Base Metals, braço da Vale voltado aos minerais estratégicos para a transição energética.

Pelo acordo firmado em 2024, a Ero Copper poderá assumir 60% do empreendimento caso conclua os programas de exploração e desenvolvimento previstos no contrato. Os 40% restantes permanecerão sob controle da Vale.

A empresa informou que pretende concluir os compromissos técnicos necessários até o final de 2026, antecipando em cerca de dois anos o cronograma inicialmente previsto.

Pará lidera produção nacional de cobre

A relevância de Furnas cresce ainda mais diante da posição estratégica do Pará na mineração brasileira. Dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) apontam que o estado concentra aproximadamente 95,5% das reservas provadas e prováveis de cobre do país.

Localizado a cerca de 70 quilômetros das operações de Salobo, um dos maiores projetos de cobre da Vale, Furnas possui acesso próximo a estradas, energia elétrica, ferrovia e outras estruturas logísticas já existentes em Carajás.

Além da geração de empregos e do fortalecimento da economia regional, o avanço do projeto poderá consolidar ainda mais o Pará como protagonista nacional na produção de minerais estratégicos, especialmente em um momento de crescimento da demanda global por cobre, metal essencial para veículos elétricos, energias renováveis e tecnologias de baixo carbono.

Ao mesmo tempo, especialistas destacam que empreendimentos desse porte exigem acompanhamento rigoroso dos órgãos ambientais e transparência nos processos de licenciamento para garantir a proteção dos recursos naturais e das comunidades da região.

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