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PGR defende manutenção da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro após investigação sobre arma apreendida

Parecer enviado ao STF conclui que episódio envolvendo pistola apreendida com militar não configura falta disciplinar para alterar o regime de cumprimento da pena.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta quinta-feira (1º) pela manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parecer foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a conclusão do inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal que investigou a apreensão de uma arma registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem policial.

No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que a investigação não identificou elementos que caracterizem falta disciplinar capaz de justificar a revogação da prisão domiciliar.

A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal no STF, que deverá analisar o parecer nos próximos dias.

PGR afirma que episódio não altera regime de prisão

Segundo a manifestação da PGR, as conclusões da Polícia Civil do Distrito Federal oferecem suporte para afastar a hipótese de descumprimento das condições impostas ao ex-presidente.

No parecer, Gonet destaca que não há fundamento para considerar o episódio uma infração disciplinar que justifique a mudança do regime de cumprimento da pena.

Apesar disso, o procurador defendeu que a pistola apreendida permaneça retida.

Defesa de Bolsonaro terá prazo para manifestação

Antes da decisão do STF, a defesa do ex-presidente terá 48 horas para apresentar manifestação no processo.

Após essa etapa, Alexandre de Moraes deverá decidir se mantém Bolsonaro em prisão domiciliar ou se adota outra medida relacionada à execução da pena.

Investigação envolveu arma apreendida com militar

O caso teve início após uma blitz em que policiais encontraram uma pistola Glock calibre 9 mm com o sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança de Jair Bolsonaro.

Durante o inquérito, Bolsonaro confirmou que a arma é de sua propriedade e informou que ela permanecia em sua residência enquanto cumpria prisão domiciliar.

A Polícia Civil concluiu que o ex-presidente possuía registro válido da arma e não identificou elementos para responsabilizá-lo criminalmente.

Já o militar foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo, sob o entendimento de que utilizava armamento registrado em nome de terceiro, em desacordo com a legislação.

Prisão domiciliar foi analisada pelo STF

Na semana passada, Alexandre de Moraes solicitou que a Procuradoria-Geral da República avaliasse se o episódio configurava falta grave prevista na Lei de Execução Penal.

Após analisar o inquérito, a PGR concluiu que o caso não demonstra descumprimento das condições impostas ao ex-presidente durante o cumprimento da pena.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde novembro de 2025, quando iniciou a execução da pena de 27 anos e três meses de prisão.

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