Pará lidera ranking nacional de famílias beneficiadas por programas sociais, aponta IBGE
Dados do IBGE revelam que 46,1% dos domicílios paraenses possuem beneficiários de programas sociais como Bolsa Família e BPC. Levantamento também aponta aumento histórico da renda média no estado.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou novos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) mostrando que o Pará possui o maior percentual de domicílios com beneficiários de programas sociais em todo o Brasil.
Segundo o levantamento, 46,1% das residências paraenses possuem pelo menos uma pessoa recebendo benefícios como Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC-Loas) ou outros programas assistenciais do governo.
O estado lidera o ranking nacional, ficando à frente do Maranhão, com 45,6%, e do Piauí, com 45,3%.
Os números mostram a forte dependência de parte da população paraense das políticas de transferência de renda, especialmente em regiões marcadas por desigualdade social, informalidade e baixa renda.
Na outra ponta da lista aparece Santa Catarina, que registrou apenas 6,9% dos domicílios com beneficiários de programas sociais, o menor índice do país.
Renda cresce no Pará
Apesar da forte presença dos programas sociais, a pesquisa também aponta melhora em indicadores econômicos do estado.
Segundo o IBGE, o Pará registrou em 2025 o maior rendimento médio da série histórica iniciada em 2012.
O rendimento médio real de todas as fontes passou de R$ 2.299 em 2024 para R$ 2.347 em 2025, crescimento de 2,1%.
Desde 2019, o avanço acumulado da renda no estado chegou a 19,2%, percentual superior ao crescimento nacional no mesmo período, que foi de 8,6%.
A pesquisa aponta que o aumento da ocupação, a valorização do salário mínimo e a ampliação dos programas sociais ajudaram a impulsionar os números.
Trabalho teve aumento de renda
O levantamento também identificou crescimento da renda proveniente do trabalho.
No Pará, o rendimento médio habitual dos trabalhadores subiu de R$ 2.367 para R$ 2.508, crescimento de 6%.
Além disso, 61,1% da população do estado possuía algum tipo de rendimento em 2025, o equivalente a cerca de 5,3 milhões de pessoas.
Desigualdade diminuiu
O estudo mostra ainda uma redução na desigualdade social no estado.
O Índice de Gini, indicador utilizado para medir concentração de renda, caiu de 0,528 em 2019 para 0,492 em 2025.
Segundo o IBGE, isso indica que as faixas mais pobres da população tiveram crescimento proporcionalmente maior da renda nos últimos anos.
Mesmo assim, o Pará ainda aparece entre os estados mais pobres do Brasil.
O rendimento médio mensal dos 40% mais pobres da população foi de R$ 464 em 2025, colocando o estado entre os menores índices nacionais.
Massa de renda avançou mais de 40%
Outro dado destacado pela pesquisa foi o crescimento da massa de rendimento da população paraense, que representa a soma total dos rendimentos recebidos no estado.
O valor passou de R$ 8,8 bilhões em 2019 para R$ 12,4 bilhões em 2025, crescimento real de 40,4% no período.
O resultado ficou acima da média nacional e demonstra aumento da circulação de renda na economia paraense nos últimos anos.



