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Na COP30, mensagem do Papa Leão XVI destaca urgência climática e cobra ação política global

Pontífice enviou carta às Igrejas do Sul Global reunidas no Museu da Amazônia, em Belém, e reforçou que o combate à crise climática depende de decisões concretas e cooperação internacional.

Durante a COP30, realizada em Belém, líderes religiosos, representantes sociais e participantes do evento receberam uma mensagem do Papa Leão XVI direcionada às Igrejas do Sul Global reunidas no Museu da Amazônia. O documento ganhou destaque nos debates paralelos e ampliou a discussão sobre responsabilidade climática e cooperação internacional.

Na carta, Leão XIV reconhece o trabalho de comunidades mobilizadas no enfrentamento da crise ambiental e afirma que essas iniciativas representam uma escolha coletiva por “esperança e ação”. O Papa observa, porém, que os esforços atuais ainda não são suficientes para conter o avanço dos impactos climáticos, que já afetam milhões de pessoas.

O pontífice cita enchentes, secas e ondas de calor como sinais de que os efeitos da crise se intensificam rapidamente, lembrando que um terço da população mundial vive em situação de vulnerabilidade. Francisco afirma que ignorar essa realidade significa desconsiderar uma responsabilidade comum entre os povos.

Segundo ele, ainda é possível limitar o aquecimento global a 1,5°C, mas a oportunidade de atingir essa meta está diminuindo. Na mensagem, o Papa reforça que o Acordo de Paris permanece como o principal instrumento internacional para enfrentar o problema, embora a falta de implementação seja atribuída à ausência de vontade política de alguns governos.

Leão XVI defende que líderes mundiais adotem decisões que priorizem justiça climática e desenvolvimento sustentável. Ele também enfatiza que a agenda ambiental precisa ser construída com participação de cientistas, governantes, comunidades religiosas e populações diretamente afetadas.

Ao final da carta, o Papa afirma que a reunião no Museu da Amazônia pode simbolizar um compromisso global pela cooperação e não pela negação da crise climática. Ele encerra com uma bênção direcionada aos participantes da conferência e a quem trabalha na proteção ambiental.

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