O comércio do Pará movimentou R$ 194,7 bilhões em receita bruta de revenda de mercadorias em 2024, segundo dados da Pesquisa Anual de Comércio (PAC), divulgada nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento mostra que o estado manteve posição de destaque na economia da Região Norte, concentrando mais de 40% dos principais indicadores do comércio regional.
Ao longo de 2024, o Pará contabilizou 28.582 empresas comerciais, distribuídas em 34.355 unidades locais, que empregavam 225,5 mil trabalhadores ao final do período.
Além do elevado volume de negócios, o setor registrou R$ 36,3 bilhões em margem de comercialização e destinou R$ 6,5 bilhões ao pagamento de salários, retiradas e outras remunerações.
Varejo lidera em empresas e empregos
A pesquisa aponta que o comércio varejista continua sendo o principal segmento do setor no Pará.
Ele concentra:
- 77,8% das empresas comerciais;
- 73,7% dos trabalhadores;
- 63,8% dos gastos com salários e remunerações;
- 56,8% da margem de comercialização.
Já o comércio atacadista, embora represente apenas 13,4% das empresas e 16,9% dos empregos, respondeu por 47,5% de toda a receita bruta de revenda registrada no estado, superando o varejo, que ficou com 43,9%.
Segundo o IBGE, os dois segmentos desempenham papéis complementares na economia: enquanto o varejo concentra empresas e postos de trabalho, o atacado movimenta o maior volume financeiro das operações comerciais.
Salário médio foi de 1,6 salário mínimo
O comércio paraense registrou salário médio mensal de 1,6 salário mínimo, ocupando a 15ª colocação entre os estados brasileiros.
Os maiores rendimentos foram registrados nos seguintes segmentos:
- Comércio de veículos automotores e motocicletas: 2,3 salários mínimos;
- Comércio atacadista: 2,1 salários mínimos;
- Comércio varejista: 1,4 salário mínimo.
Na comparação com a média da Região Norte, o Pará apresentou desempenho semelhante, com remuneração igual no comércio geral e no segmento de veículos, rendimento ligeiramente superior no atacado e um pouco inferior no varejo.
Comércio brasileiro segue concentrado no Sudeste
Em nível nacional, o levantamento mostra que a Região Sudeste continua concentrando cerca da metade das empresas, da receita, dos empregos e da massa salarial do comércio brasileiro.
As regiões Sul e Nordeste aparecem na sequência, enquanto a Região Norte possui a menor participação no setor. Ainda assim, o IBGE destaca que o Norte apresenta relevância econômica proporcionalmente maior em indicadores como receita de revenda e margem de comercialização.
Principais números do comércio brasileiro em 2024
Entre os destaques nacionais da Pesquisa Anual de Comércio estão:
- 10,6 milhões de pessoas ocupadas no comércio formal;
- 1,6 milhão de empresas comerciais em atividade;
- R$ 7,7 trilhões de receita operacional líquida;
- 7,6 milhões de trabalhadores empregados no varejo;
- R$ 369,2 bilhões pagos em salários e remunerações;
- O comércio atacadista respondeu por 48,7% da receita do setor, seguido pelo varejo (41,4%) e pelo comércio de veículos (9,9%).
O IBGE informou ainda que a PAC passou por mudanças metodológicas em 2024, o que impede comparações diretas com os resultados de anos anteriores devido à quebra da série histórica.



