
Moradores da região do Mata Fome, em Belém, enfrentaram novos alagamentos após o transbordamento de um canal que vinha sendo parcialmente aterrado com lixo. Com o grande volume de chuva, o córrego não suportou a pressão da água e acabou invadindo áreas residenciais — atingindo, inclusive, famílias da própria região.
A situação foi registrada no bairro Tapanã, uma das áreas mais afetadas, junto com Pratinha e São Clemente. Segundo a prefeitura, mais de 150 mm de chuva foram registrados em menos de 24 horas, impactando cerca de 40 mil pessoas e provocando alagamentos generalizados. Diante do cenário, o município decretou situação de emergência ainda no domingo (19).
Denúncia levou prefeito ao local
Durante visita ao canal, o prefeito Igor Normando afirmou que foi até o local após receber denúncia de um morador sobre um lixão a céu aberto que estaria obstruindo a passagem da água.
“A gente recebeu uma denúncia de um dos moradores de que teria um lixão a céu aberto obstruindo a passagem do canal do Mata Fome. A gente veio ver no local e olha só com o que nos deparamos”, disse.
Segundo ele, a área estava tomada por entulho, lixo doméstico e até um chiqueiro construído às margens do canal. “Olha a dimensão e a altura da quantidade de lixo descartado aqui”, acrescentou.
Ação imediata e promessa de obras
Com tom crítico, o prefeito anunciou que equipes da Prefeitura irão atuar imediatamente na limpeza da área.
“A Prefeitura vai entrar com toda a equipe para quebrar, retirar esse entulho e limpar tudo. Infelizmente, tivemos pessoas que transformaram um braço de canal em um lixão a céu aberto”, afirmou.
Ele também destacou que o problema afeta diretamente a população: “Muitas pessoas estão sofrendo, perderam tudo e pagam o preço por causa de uma única pessoa ou de uma pequena parcela”.
Além da ação emergencial, Normando garantiu que obras estruturais devem começar ainda neste mês. “Até o final de abril, a Prefeitura vai iniciar as obras de macrodrenagem do canal do Mata Fome”, disse.
Impacto das chuvas e força-tarefa
As chuvas intensas mobilizaram uma força-tarefa da gestão municipal, com ações como limpeza de canais, desobstrução de bueiros e apoio às famílias desalojadas.
O prefeito reforçou que o descarte irregular de lixo agrava diretamente os alagamentos: “Com o canal obstruído, a água não tem para onde ir em dias de chuva”.
A visita ao Mata Fome integra esse esforço emergencial e também sinaliza uma postura mais rígida da prefeitura contra práticas que contribuem para o agravamento dos problemas de drenagem na capital.



