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Lençol freático em terreno do Remo atrasa cronograma dos novos CTs de Remo e Paysandu

Solo encharcado em Outeiro exige terraplanagem antes do início das obras financiadas pela Vale em parceria com o Governo do Pará

O cronograma das obras dos novos Centros de Treinamento de Remo e Paysandu enfrenta um entrave técnico envolvendo o terreno destinado ao CT azulino, localizado na ilha de Outeiro, em Belém.

Segundo informações de bastidores, um grande lençol freático identificado na área tem deixado o solo excessivamente encharcado, dificultando a implantação do sistema de drenagem e impedindo o início imediato das obras estruturais no local.

Com isso, será necessário executar inicialmente um amplo serviço de terraplanagem e estabilização do terreno antes do avanço efetivo da construção do novo CT remista.

Problema em Outeiro impacta cronograma do CT do Paysandu

Embora o CT do Paysandu esteja previsto para Águas Lindas, em Ananindeua, o avanço das obras dos dois projetos estaria interligado.

Isso porque os centros de treinamento serão executados pela mineradora Vale em parceria com o Governo do Pará, dentro de um modelo que busca manter equilíbrio institucional entre os dois maiores clubes do estado.

Nos bastidores, a avaliação seria de que iniciar ou inaugurar apenas um dos CTs antes do outro poderia gerar desgaste político, ciúmes entre torcidas e sensação de privilégio para um clube em detrimento do rival.

Por esse motivo, a ideia trabalhada entre os envolvidos seria entregar os dois centros de treinamento simultaneamente, preservando a isonomia do projeto esportivo.

Engenharia do terreno exige soluções específicas

A presença de lençol freático elevado é considerada relativamente comum em áreas insulares e próximas de regiões alagadiças da Grande Belém, especialmente em Outeiro.

Nesses casos, as obras costumam exigir intervenções técnicas mais complexas, como:

  • elevação do nível do terreno;
  • compactação especial do solo;
  • sistemas reforçados de drenagem;
  • canaletas subterrâneas;
  • estabilização geotécnica.

Sem essas medidas, há risco de problemas estruturais futuros, além de comprometimento dos campos e das instalações esportivas.

Novos CTs são considerados estratégicos

Os futuros centros de treinamento são vistos como projetos fundamentais para modernização estrutural de Remo e Paysandu.

As estruturas devem incluir campos profissionais, alojamentos, academia, departamento médico, áreas administrativas, espaços de recuperação física e centros de formação de atletas.

A expectativa é que os novos CTs representem um avanço histórico na infraestrutura esportiva do futebol paraense, elevando a capacidade de preparação dos clubes e fortalecendo as categorias de base.

Até o momento, Vale, Governo do Pará, Remo e Paysandu ainda não divulgaram oficialmente um novo cronograma para início e conclusão das obras.

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