Júri absolve Lucas Magalhães por morte de Yasmin Macêdo e condena réu por crimes com arma
Réu foi absolvido das acusações de homicídio e fraude processual, mas recebeu pena de 4 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto

O Tribunal do Júri de Belém absolveu, na noite desta terça-feira (25), Lucas Magalhães de Souza das acusações relacionadas à morte da universitária e influenciadora digital Yasmin Cavaleiro de Macêdo. O réu, no entanto, foi condenado pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo, com pena total fixada em 4 anos e 10 meses de reclusão.
O julgamento ocorreu na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Belém e durou mais de 14 horas. O Conselho de Sentença decidiu pela absolvição de Lucas das imputações de homicídio e fraude processual.
Apesar da absolvição nesses dois crimes, os jurados reconheceram a responsabilidade do acusado pelo porte ilegal e pelo disparo de arma de fogo. A sentença somou as penas pelos dois delitos e estabeleceu o regime inicial semiaberto, além de 300 dias-multa.
Na leitura da sentença, o juiz considerou que o porte da arma ocorreu durante um passeio recreativo, em uma embarcação com elevado número de pessoas, consumo de bebidas alcoólicas e período noturno. Também foram consideradas as circunstâncias dos disparos realizados durante a confraternização.
A decisão também afastou o pedido da defesa para que um dos crimes fosse absorvido pelo outro. Segundo a sentença, o porte da arma ocorreu antes dos disparos e continuou após eles, o que levou ao reconhecimento da autonomia das duas condutas e à aplicação do concurso material.
Mesmo com a condenação, Lucas continuará respondendo ao processo em liberdade. A sentença fixou o regime inicial semiaberto e afastou a execução imediata da pena nas circunstâncias do caso.
Yasmin Macêdo tinha 21 anos quando desapareceu durante um passeio de lancha, em dezembro de 2021. O corpo da jovem foi encontrado no dia seguinte, e o caso teve grande repercussão no Pará.



