O corte de cerca de 20 árvores na rua João Paulo II, em Afuá, no arquipélago do Marajó, provocou indignação no município e levou a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a se manifestar sobre o caso.
As árvores foram derrubadas no último domingo (23), em um trecho localizado em frente ao Residencial Solares. As espécies integravam o Projeto Orla + Verde, iniciativa voltada à arborização e à revitalização de espaços urbanos da cidade.
Segundo as informações divulgadas, o corte ocorreu de forma irregular e sem autorização dos órgãos ambientais responsáveis. A ação comprometeu parte do trabalho de arborização desenvolvido na área.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Afuá emitiu uma nota de repúdio e classificou o episódio como uma agressão ao patrimônio público e ambiental do município.
O Projeto Orla + Verde tem como proposta ampliar a presença de vegetação nos espaços urbanos, contribuindo para a formação de áreas de sombra, melhoria do conforto térmico e valorização paisagística da cidade.
Com o corte das árvores, parte dessas intervenções foi perdida. Além do impacto sobre a arborização da rua, a ação interrompe o processo de crescimento das espécies plantadas no local.
Possível crime ambiental
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que a destruição de vegetação urbana sem autorização pode ser enquadrada na legislação ambiental. O município citou o artigo 49 da Lei nº 9.605/1998, a Lei de Crimes Ambientais, que prevê sanções para ações que danifiquem ou destruam vegetação em determinadas áreas sem autorização do órgão competente.
A prefeitura informou que está adotando providências junto aos órgãos responsáveis para identificar os autores do corte e apurar as responsabilidades pelo ocorrido.
O caso também reacende o debate sobre a preservação da arborização urbana e a proteção de projetos ambientais implantados em áreas públicas. A vegetação plantada nesses espaços é patrimônio coletivo e sua manutenção depende tanto da atuação do poder público quanto do respeito às normas ambientais.
A administração municipal afirmou que seguirá acompanhando o caso e adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos no corte irregular das árvores.



