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Hospedagem: ONU recomenda que agências reduzam “overflow badges” das delegações na COP30 em Belém

Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção do Clima da ONU, pediu oficialmente que agências da ONU e parceiros diminuam o número de participantes 'não oficiais' na COP30, marcada para novembro em Belém, devido a limitações de capacidade na cidade.

O secretário-executivo da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC), Simon Stiell, recomendou oficialmente que as agências da ONU, organismos especializados e parceiros revisem e reduzam o tamanho de suas delegações para a COP30, que será realizada em novembro em Belém.

A orientação foi enviada em 9 de setembro aos chefes das organizações ligadas ao sistema ONU. No comunicado, Stiell destacou as limitações de infraestrutura na capital paraense e afirmou que o número de credenciais extras, conhecidas como overflow badges, deve ser diminuído. Esses crachás são utilizados para incluir assessores, técnicos e convidados que não fazem parte do quadro oficial das delegações.

Na COP29, em Baku, mais de 14 mil pessoas participaram com esse tipo de credencial. Como alternativa à redução presencial, a ONU informou que irá ampliar os mecanismos de participação virtual para que parte das equipes possa acompanhar as negociações a distância.

Países confirmados e impasse sobre hospedagem

De acordo com a Secretaria Extraordinária para a COP30 (Secop) e o Ministério do Turismo, 71 países já confirmaram presença no evento. Entre eles estão Japão, Espanha, Noruega, Portugal, Arábia Saudita, Egito, República Democrática do Congo e Singapura.

Apesar do avanço nas confirmações, persiste um impasse em relação às hospedagens. A ONU repassa atualmente US$ 140 por diária (cerca de R$ 756) para delegações de países em desenvolvimento, mas os valores praticados em Belém estão próximos de US$ 350 (cerca de R$ 2 mil). A organização sugeriu que o governo brasileiro subsidie parte dos custos, proposta recusada oficialmente.

O secretário extraordinário da COP30, Valter Correia da Silva, afirmou que uma força-tarefa foi criada para identificar as principais dificuldades relatadas pelas delegações e buscar alternativas. Segundo ele, a intenção é acelerar as confirmações de presença.

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