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Eleições nos EUA têm vitórias históricas de candidatos LGBTQIA+, negros, indígenas e muçulmanos

Disputas de 2026 ampliaram a diversidade na política norte-americana, com representantes de grupos historicamente sub-representados chegando ao Senado, à Câmara e a governos estaduais.

As eleições de meio de mandato realizadas nos Estados Unidos na terça-feira (3) foram marcadas por uma série de resultados históricos para a representação política do país. Candidatos de diferentes origens, religiões, identidades e trajetórias conquistaram cargos que, até então, nunca haviam sido ocupados por integrantes de determinados grupos.

Entre os resultados para o Congresso está a vitória de Chris Pappas, eleito pelo estado de New Hampshire. Ele será o primeiro homem abertamente gay a ocupar uma cadeira no Senado norte-americano.

Em Michigan, Abdul El-Sayed conquistou uma vaga no Senado e se tornou o primeiro muçulmano eleito para a Casa. Já Peggy Flanagan, de Minnesota e integrante da nação indígena Ojibwe, será a primeira mulher indígena a ocupar uma cadeira no Senado dos Estados Unidos.

A diversidade também avançou na Câmara dos Representantes. Adam Hamawy foi eleito por New Jersey e se tornou o primeiro muçulmano a representar o estado no Congresso. Em Nova York, Claire Valdez conquistou uma vaga e se tornou a primeira mulher indígena do estado eleita para a Câmara.

As conquistas não ficaram restritas ao Congresso. Nas eleições para governos estaduais, Keisha Lance Bottoms venceu a disputa na Geórgia e se tornou a primeira mulher negra eleita governadora de um estado norte-americano. No Novo México, Deb Haaland também entrou para a história ao se tornar a primeira mulher indígena eleita para comandar um estado.

No Texas, Gina Hinojosa venceu a disputa pelo governo estadual e se tornou a primeira mulher latina a ocupar o cargo. Outras vitórias também ampliaram a presença de representantes negros e de diferentes grupos sociais na política estadual.

O resultado das eleições de 2026 evidencia mudanças na composição dos espaços de poder dos Estados Unidos. Embora as conquistas estejam distribuídas entre diferentes cargos, elas representam marcos históricos para grupos que enfrentaram barreiras de acesso à representação política no país.

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