Os corpos de nove imigrantes encontrados em uma embarcação à deriva no litoral do Pará continuam sem identificação dois anos após o caso. A apuração é conduzida pela Polícia Federal, com apoio do Ministério das Relações Exteriores.
Segundo o governo brasileiro, há diálogo em andamento com a Mauritânia para viabilizar a identificação das vítimas por meio de coleta de material genético de possíveis familiares.
A embarcação foi localizada em abril de 2024 por pescadores na região da Ilha de Canelas, no município de Bragança, no nordeste do estado. Ao todo, foram encontrados oito corpos dentro do barco e um no mar.
As investigações indicam que os ocupantes seriam imigrantes africanos que partiram da Mauritânia com destino às Ilhas Canárias. A hipótese considerada aponta que a embarcação saiu da rota durante a travessia.
Durante a análise do barco, equipes localizaram 27 celulares e outros itens, o que levantou a possibilidade de que mais pessoas estivessem a bordo.
Os corpos foram encaminhados para Belém e sepultados em abril de 2024 no cemitério público São Jorge, sem identificação.
Em 2025, a Polícia Federal informou que o inquérito foi concluído com sugestão de arquivamento. Até o momento, não há atualização sobre possíveis exumações ou resultados das perícias realizadas.
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