
O corpo de Kellen Thaynara, jovem desaparecida durante um passeio de lancha na região da Ilha do Combu, em Belém, foi encontrado na manhã desta terça-feira (17) na baía do Guajará pelo Corpo de Bombeiros. O caso, que já mobilizava amigos e familiares, agora gera novos questionamentos sobre as circunstâncias do desaparecimento, com cobranças por uma investigação rigorosa.
Relatos contestados e clima de tensão
Kellen estava acompanhada de cinco pessoas em uma lancha na tarde de segunda-feira (16). O grupo fez uma parada em um bar flutuante para consumir bebidas, e segundo uma testemunha, a jovem teria descido para se banhar no rio, sendo levada pela correnteza. Essa versão, no entanto, está sendo contestada por amigos, que apontam inconsistências nos relatos.
Logo após a tragédia, houve momentos de tensão entre os amigos da vítima e os presentes na lancha. Durante bate-bocas, os amigos demonstraram indignação e prometeram buscar justiça. “É sacanagem o que vocês fizeram”, disse um deles para as mulheres que testemunharam o suposto afogamento.
Busca e investigação
Desde as primeiras horas desta terça-feira, equipes do Corpo de Bombeiros e da Companhia Independente de Policiamento Fluvial (CIPFLU) realizaram buscas intensas. Amigos também organizaram esforços paralelos para localizar a jovem. O corpo de Kellen foi encontrado nas águas da baía do Guajará, encerrando as buscas, mas levantando ainda mais dúvidas sobre o que ocorreu.
As cinco pessoas que estavam na lancha — o proprietário da embarcação, o marinheiro, um conhecido de Kellen que a convidou para o passeio e outras duas mulheres — foram conduzidas à delegacia para prestar depoimento. A Polícia Civil busca entender a dinâmica dos acontecimentos e apurar possíveis contradições nos relatos apresentados.
Clamor por respostas e segurança
A tragédia deixou amigos e familiares devastados. “Não faz sentido. Queremos justiça e respostas. Algo muito estranho aconteceu”, afirmou um amigo próximo de Kellen. A família também cobrou medidas para esclarecer os fatos e evitar que outras tragédias semelhantes ocorram.
O caso segue em investigação, e novas oitivas e análises deverão ser realizadas nos próximos dias. A tragédia também reacende a discussão sobre a segurança e a fiscalização das atividades recreativas na baía do Guajará, área frequentada por moradores e turistas, onde acidentes podem ser potencializados pela falta de medidas preventivas.