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Com suspeita de poluição em rio do Pará, indígenas ficam sem água e alimento

Cerca de 2 mil indígenas de aldeias localizadas na região do Rio Mapuera, em Oriximiná, oeste do Pará, estão sem água e alimentos devido à suspeita de poluição do rio Mapuera. O rastro de água barrenta afetou o rio que banha as aldeias Bateria, Pomkuru, Tamyuru e Mapuera. As informações são do G1.

A área afetada fica distante da sede do município cerca de 1h30 de helicópetero, e de 6 a 7 horas de barco.

As informações são de que a mudança na cor do rio foi percebida na tarde do último sábado,28, com os indígenas encontrando peixes mortos nas margens do Mapuera.

Os garimpos mais próximos da nascente do Rio Mapuera estão localizados no estado de Roraima, região norte do Brasil, e no Suriname. A suspeita é que possa ter sido de lá o causador da mudança na cor do rio.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Oriximiná informou que foi montada uma força tarefa para ajudar as aldeias e as comunidades ribeirinhas da região. Também foi solicitado apoio ao ICMBio, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Polícia Federal para adoção de providências urgentes para evitar maiores danos às aldeias indígenas, e para investigar a origem da poluição. Nesta segunda-feira, 30, uma equipe da Associação dos Povos Indígenas do Mapuera (Apim) e da Fundação Nacional do Índio (Funai) acompanhará um técnico para coleta de água em vários pontos do rio, para análise em laboratório.

“Nós recebemos a notícia dessa situação no Rio Mapuera, de que foi encontrada uma coloração diferente, praticamente uma água barrenta. As informações que nós temos é de que já passou por quatro aldeias, e não sabemos qual a origem, nem mesmo os indígenas sabem. Já pedimos a ajuda do ICMBio, Ministério Público estadual, Federal e Polícia Federal para que providências sejam tomadas. Estamos verificando um helicóptero para ir até o local. Precisamos saber onde começou, se tem relação com garimpagem”, disse o secretário de meio ambiente, Rubson Rodrigues.

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