Caso Yasmin Macêdo: Lucas Magalhães vai a júri popular nesta terça em Belém
Julgamento ocorre quase cinco anos após a morte da jovem, que desapareceu durante passeio de lancha no rio Maguari

O empresário Lucas Magalhães de Souza será julgado nesta terça-feira (25) pelo Tribunal do Júri, em Belém, pela morte da universitária Yasmin Cavaleiro de Macêdo. A sessão está marcada para começar pela manhã, na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Belém, na Cidade Velha.
Yasmin, que tinha 21 anos, desapareceu em 12 de dezembro de 2021 durante um passeio de lancha no rio Maguari. O corpo da jovem foi encontrado no dia seguinte. Segundo a denúncia do Ministério Público do Pará, ela morreu por afogamento após entrar na água durante o passeio.
Lucas era o responsável pela embarcação que transportava 19 pessoas e responde por homicídio com dolo eventual, além de fraude processual, porte ilegal de arma de fogo e crimes relacionados à condução da embarcação. No caso do homicídio, a acusação sustenta que houve assunção do risco de provocar a morte.
Durante o julgamento, estão previstos os depoimentos de cinco testemunhas indicadas pela acusação, quatro pela defesa e outras quatro consideradas oficiais. A sessão será presidida pelo juiz Homero Lamarão Neto.
A defesa de Lucas afirma acompanhar o julgamento com tranquilidade e confiança na Justiça. O advogado Francelino Neto declarou que espera uma decisão baseada nas provas apresentadas durante a sessão, sem interferência da repercussão do caso.
Familiares de Yasmin aguardam o julgamento há quatro anos e oito meses. A mãe da jovem, Eliene Cristine Fontes, afirmou que espera a responsabilização do acusado e que a sessão também possa esclarecer circunstâncias da morte que, segundo ela, ainda não foram completamente respondidas.
O processo passou por uma série de recursos apresentados pela defesa ao longo dos últimos anos. Em 2025, decisões da Justiça mantiveram Lucas como réu e, posteriormente, o julgamento foi marcado para 25 de agosto de 2026.



