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Associação dos Delegados do Pará condena ação da ‘polícia política” no governo Helder Barbalho

O blog da jornalista Franssinete Florenzano recebeu e publicou, na íntegra, nota oficial da Associação das Entidades Integradas dos Delegados de Polícia do Pará (Assindelp).

A nota repudia os últimos acontecimentos dentro da Polícia Civil do Pará, que foi alvo de busca e apreensão, em suas dependências, pela Polícia Federal e também as acusações de que policiais civis estão sendo levados a ser seletivos em suas investigações, quando, na verdade, estão cumprindo ordens que passam pelas mãos de juízes e também do governador do Estado do Pará, Helder Barbalho.

Veja reportagens aqui: Mesmo com parecer desfavorável do MP do Pará, juiz do caso dos blogueiros autoriza busca e apreensão à Sesma

Compra de equipamento de espionagem teria motivado busca da PF na sede da Polícia Civil

NOTA – “Os últimos acontecimentos amplamente divulgados pela imprensa local em todas as suas plataformas envolvendo o bom nome da instituição Polícia Civil do Pará, ora sofrendo busca e apreensão nas suas dependências, ora sendo acusada levianamente de ser seletiva nas suas investigações, lançam luz sobre a necessidade inadiável de se voltar a discutir a implementação definitivamente da sua necessária autonomia, cujo papel é de fundamental importância para o exercício pleno da cidadania e da democracia. 

Pela legislação atual, a função de Delegado Geral é de livre nomeação e exoneração pelo Governador do Estado, ou seja, é uma função puramente política, razão pela qual a instituição é permanentemente e, aqui reiteramos, muitas vezes levianamente divorciada, possivelmente, da sua missão, por isso acusada, sem base legal, de atender a interesses do chefe do executivo da vez. 

Os delegados e delegadas de polícia, servidores de carreira de Estado, que ingressaram no serviço público através de concurso, sem depender de quaisquer tipos de favores, não suportamos mais ver uma das instituições do povo, também nossa e dos demais servidores da mesma, como é a Polícia Civil, maculada, no meio de intrigas politiqueiras, que não nos representam e nem nos definem.

Exigimos para logo, autonomia total da Polícia Civil, como instituição de Estado que é, e não de governos, a qual através do exercício do seu mister constitucionalmente estabelecido, ou seja, apurar as infrações criminais, na busca de identificar os autores, materialidade e circunstâncias em que os crimes ocorreram, e assim dar satisfação somente à sociedade, destinatária das nossas ações em busca da verdade real. 

Entendemos que para não estarmos no meio do fogo cruzado, e para, que não tentem nos enredar nas lutas vis por poder, é urgente e inarredável a autonomia total da Polícia Civil, a qual só pode ser viabilizada com mandato para a função de Delegado Geral de Polícia, para que dessa forma, a sociedade paraense, destinatária final do nosso trabalho, seja nossa única chefe. 

Mandato para Delegado Geral Já!!!! 

AS DIRETORIAS”

Fonte: blog Uruá Tapera (de Franssinete Florenzano)

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