Corpo de paraense que morreu após cair de hotel em São Luís é sepultado em Ananindeua
Renata Rebeca Negrão Saldanha dos Santos, de 26 anos, foi velada na casa onde passou a infância e a adolescência; Polícia Civil investiga as circunstâncias da queda e possível falha na estrutura da janela.
O corpo da paraense Renata Rebeca Negrão Saldanha dos Santos, de 26 anos, foi velado e sepultado nesta quinta-feira (5), em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A jovem morreu após cair do sétimo andar do Rio Poty Hotel, localizado no bairro Ponta d’Areia, em São Luís, no Maranhão, na madrugada da última terça-feira (3).
O velório ocorreu na casa onde Renata passou a infância e a adolescência, no bairro do Coqueiro. O corpo chegou ao município na quarta-feira (4), e o sepultamento foi realizado às 10h, em um cemitério particular da cidade. Parentes e amigos se reuniram para prestar as últimas homenagens.
A mãe da jovem, Bety Negrão, lamentou a perda e pediu justiça. Em entrevista, ela afirmou que a filha havia saído de casa com vida e relatou a angústia que sentiu antes de receber a notícia da morte.
Renata cursava Administração e havia viajado para São Luís para acompanhar o namorado, Leonardo Augusto Pinto França, durante um campeonato de pôquer.
Câmeras registraram momento da queda
Imagens do sistema de segurança do hotel registraram Renata e o namorado no corredor do estabelecimento pouco antes da queda. Nas gravações, Leonardo aparece esbarrando na janela, momento em que parte da estrutura se abre. Renata, que segurava uma mochila, tenta se apoiar próximo à abertura, perde o equilíbrio e cai.
Após o ocorrido, o namorado aparece tentando entender a situação, enquanto um funcionário do hotel chega ao corredor. Leonardo foi levado à delegacia, prestou depoimento e acabou liberado.
Segundo o delegado George Marques, da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), a análise preliminar das imagens indica que o casal havia parado diante do quarto, possivelmente para procurar a chave. O delegado também afirmou que Renata teria se sentado em uma espécie de batente e se apoiado em uma estrutura de alumínio da janela.
Polícia investiga as condições da janela
A Polícia Civil do Maranhão investiga o caso por meio da Delegacia de Homicídios de São Luís. A apuração inclui depoimentos e exames periciais na estrutura da janela, com o objetivo de identificar o que provocou seu desprendimento.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que ainda não existem conclusões técnicas capazes de determinar a causa do desprendimento ou apontar eventuais irregularidades na estrutura.
A Polícia Civil também deverá ouvir funcionários e integrantes da administração do hotel. Questionado sobre as condições das janelas, o Rio Poty Hotel informou que não vai se manifestar.
Amigo questiona manutenção e assistência à família
Um amigo de Renata, que preferiu não se identificar, questionou a assistência oferecida pelo estabelecimento à família, afirmando que ela não teria coberto todas as despesas. Ele também levantou preocupações sobre a manutenção das janelas, considerando a proximidade do hotel com a região litorânea.
O amigo afirmou que a situação poderia ter provocado um acidente envolvendo outras pessoas, especialmente crianças, caso alguém se apoiasse na estrutura.
A investigação continua em andamento. Até o momento, não há conclusão oficial sobre o motivo pelo qual a estrutura da janela se desprendeu nem sobre eventual responsabilidade do estabelecimento.



