Professora é afastada após desejar violência sexual contra filhos de eleitores de Lula no Marajó
Secretaria de Educação de Melgaço abriu procedimento para avaliar rescisão do contrato de Marinalva Gomes após mensagens atribuídas à docente provocarem indignação nas redes sociais.

Uma professora da rede municipal de ensino de Melgaço, no arquipélago do Marajó, foi afastada das atividades após a divulgação de mensagens atribuídas a ela que desejam violência sexual contra filhos de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Secretaria Municipal de Educação confirmou o afastamento de Marinalva Gomes na terça-feira (27) e informou que abriu um procedimento administrativo para avaliar a rescisão do contrato.
As mensagens teriam sido publicadas nos status do WhatsApp. Em uma delas, a pessoa responsável pelo perfil escreveu: “Tomara que os filhos de vocês sejam estuprados. Eu estarei aqui fazendo o ‘L’”. Outra publicação atribuída à professora também continha declarações de violência sexual contra filhos de apoiadores do presidente. As capturas de tela circularam nas redes sociais e provocaram reações de pais de alunos e moradores.
Marinalva atua na Escola Municipal de Ensino Fundamental Gervásio Bandeira. Após a repercussão, a instituição divulgou uma nota de repúdio e afirmou que não compactua com discursos de ódio ou manifestações ofensivas. A escola ressaltou que a proteção de crianças deve estar acima de divergências políticas ou ideológicas.
Em posicionamento oficial, a Secretaria Municipal de Educação classificou manifestações que incentivem a violência contra crianças e adolescentes como incompatíveis com as responsabilidades dos profissionais da educação. A pasta informou que a servidora permanecerá afastada enquanto são adotadas as medidas administrativas e legais para avaliar o encerramento do vínculo contratual. Até o momento, não havia decisão definitiva sobre a rescisão.



