Polícia Civil investiga morte de jovem após quatro procedimentos estéticos em Belém; médico se manifesta
Cirurgião plástico André Santana Melo afirmou que causas do óbito de Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, ainda dependem de análise técnica; jovem sofreu três paradas cardíacas antes de morrer
A Polícia Civil do Pará investiga a morte de Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, após a realização de quatro procedimentos estéticos em Belém. A jovem sofreu três paradas cardiorrespiratórias no sábado (8), um dia depois das cirurgias, e morreu no mesmo dia. O caso é apurado pela Seccional do Comércio, enquanto o Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) informou que também instaurará procedimento para analisar as circunstâncias do óbito.
Segundo a família, Giovanna realizou abdominoplastia, lipoaspiração, colocação de prótese mamária e enxerto de gordura nos glúteos na sexta-feira (7), no Hospital Beneficente Portuguesa, onde permaneceu internada. Os familiares questionam principalmente o atendimento recebido durante o período pós-operatório e afirmam que a jovem apresentou dores, mal-estar e buscou ajuda durante a madrugada.
Conforme o relato da irmã, Ana Caroline Coelho, a cirurgia havia sido planejada para durar cerca de dez horas, mas terminou aproximadamente quatro horas e meia depois. Ela afirma que o cirurgião plástico André Santana Melo não teria permanecido no local após o procedimento e que teria informado que compareceria ao hospital somente mais tarde, quando Giovanna já recebia atendimento de emergência durante a primeira parada cardíaca.
Durante o sábado, o quadro de saúde da jovem teria se agravado e ela sofreu outras duas paradas cardiorrespiratórias. A família afirma ainda que precisou mobilizar uma equipe particular e solicitar exames particulares durante o atendimento. Giovanna morreu no mesmo dia e foi sepultada na segunda-feira (10).
O médico André Santana Melo se manifestou sobre o caso e lamentou a morte da paciente. Em comunicado divulgado à imprensa, afirmou que as circunstâncias do óbito ainda dependem de análise técnica e que, até o momento, não existem elementos conclusivos para determinar as causas da morte ou atribuir responsabilidades.
Na nota, o cirurgião também declarou que fornecerá às autoridades e aos órgãos competentes as informações e documentos necessários para a apuração. Por causa do sigilo médico, afirmou que não divulgará informações clínicas ou detalhes do atendimento.
As denúncias apresentadas pela família ainda serão analisadas pelas autoridades. A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias das cirurgias, o atendimento prestado à paciente após os procedimentos e as causas da morte. Até o momento, não há conclusão oficial sobre eventual responsabilidade médica pelo óbito.



