As buscas por Wyni Beatriz, adolescente de 17 anos desaparecida após entrar nas águas da Baía do Guajará, no Complexo Ver-o-Rio, em Belém, seguem nesta terça-feira (4). Em entrevista à imprensa, a mãe da jovem, Vanessa Bonneterre, afirmou que a filha teria sido incentivada pelos amigos que a acompanhavam a pular no rio.
Segundo Vanessa, Wyni estava com outras três pessoas, sendo apenas uma maior de idade. Ela contou que tomou conhecimento do desaparecimento após receber uma ligação de um dos jovens que estava no local e tentou salvar a adolescente.
“Eu achei que era um trote e desliguei. Depois pedi para o meu marido ir até o Ver-o-Rio para confirmar o que tinha acontecido”, relatou.
De acordo com a mãe, a filha sabia nadar e teria pulado na água três vezes. Na última tentativa, porém, não conseguiu retornar à superfície. Vanessa afirmou ainda que, após o desaparecimento, os amigos teriam deixado o local e só não foram embora porque um homem em situação de rua conseguiu impedir que dois deles fugissem.
A mãe também revelou que teve acesso ao celular da adolescente e encontrou conversas que, segundo ela, reforçam a preocupação com o que ocorreu antes do desaparecimento. Conforme o relato, um dos jovens teria manifestado interesse em oferecer ecstasy para Wyni. Em uma das mensagens, a adolescente respondeu que não sabia o que era a droga e escreveu que queria “voltar viva para casa, de preferência”.
Ainda segundo Vanessa, os próprios jovens relataram à polícia que a adolescente havia consumido bebida alcoólica e antidepressivos antes de entrar na água. Essas informações fazem parte dos depoimentos prestados às autoridades e serão apuradas durante a investigação.
As buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Pará foram interrompidas na noite de segunda-feira por questões de segurança e retomadas na manhã desta terça. Até o momento, a adolescente não havia sido localizada.
Os dois adolescentes que estavam com Wyni foram encaminhados para a Divisão de Atendimento ao Adolescente (DATA). Já o jovem maior de idade foi levado para a Seccional Urbana do Comércio, onde o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.



