Entenda a disputa entre os sócios da academia de luxo Áurea Gym que terminou com polícia e ameaça de batalha judicial em Belém
Segundo informações apuradas pela Folha do Pará, Ronaldo Cohen e Khalil Nassar, que eram amigos de longa data, romperam a sociedade após divergências sobre a administração da academia de alto padrão. Caso poderá ser decidido na Justiça.
A confusão registrada na última segunda-feira (27) na Áurea Gym, academia de alto padrão localizada em Belém, teve origem em uma disputa societária entre dois empresários que, até pouco tempo atrás, eram amigos próximos.
Segundo informações apuradas pela Folha do Pará, Ronaldo Cohen e Khalil Nassar mantinham uma relação de amizade de longa data e decidiram investir juntos na criação da academia, empreendimento que se tornou conhecido por oferecer uma proposta premium e cobrar mensalidades em torno de R$ 1.800.
Sociedade baseada na confiança
De acordo com uma fonte ligada a Ronaldo Cohen ouvida pela Folha do Pará, a parceria entre os empresários teria sido firmada apenas verbalmente, sem contrato escrito.
Segundo essa versão, a amizade entre os dois era tão sólida que ambos dispensaram um documento formal, acertando que cada um teria 50% de participação na academia.
Ainda conforme a mesma fonte, Ronaldo afirma possuir provas que comprovariam o acordo firmado entre os dois.
Relação teria mudado após inauguração
Ainda segundo as informações obtidas pela Folha do Pará, após o início das atividades da academia, a relação entre os empresários começou a se deteriorar.
A versão apresentada por pessoas ligadas a Ronaldo sustenta que ele teria sido retirado das contas bancárias da empresa e deixado de ser reconhecido como sócio, passando a ser tratado apenas como investidor.
Segundo essa versão, Ronaldo também teria deixado de participar da administração da academia e não teria recebido o retorno financeiro que esperava sobre o capital investido.
Retirada de móveis mobilizou a Polícia Militar
Após diversas tentativas de resolver o impasse de forma amigável, Ronaldo Cohen decidiu comparecer à academia acompanhado de um caminhão para retirar bens que, segundo sua versão, teriam sido adquiridos em seu CPF.
A ação provocou tumulto no empreendimento e mobilizou equipes da Polícia Militar.
Conforme a fonte ouvida pela Folha do Pará, os policiais não impediram a retirada dos móveis justamente porque os bens estariam registrados em nome de Ronaldo.
Entre os itens levados estavam armários, sofás, mesas e outros móveis utilizados na estrutura da academia.
Disputa pode ir para a Justiça
Segundo a reportagem da Folha do Pará, os móveis retirados representam apenas parte do investimento realizado por Ronaldo Cohen.
A expectativa é que o empresário ingresse com uma ação judicial buscando o ressarcimento dos valores que afirma ter investido no empreendimento.
Ainda conforme a fonte, caso não haja acordo, Ronaldo poderá retornar ao estabelecimento para retirar outros equipamentos que também estariam registrados em seu nome.
Khalil diz que academia foi idealizada por ele
Após a repercussão do caso, Khalil Nassar publicou um pronunciamento nas redes sociais.
Sem mencionar Ronaldo diretamente, afirmou que a concepção da Áurea Gym foi inteiramente sua e que dedicou inúmeras madrugadas ao planejamento e desenvolvimento do empreendimento.
Também declarou que todas as empresas das quais participou alcançaram sucesso e afirmou que os acontecimentos não irão abalá-lo.
Direito de resposta
A Folha do Pará procurou Khalil Nassar para comentar as alegações relacionadas à suposta sociedade, à retirada de Ronaldo da administração da empresa e aos acontecimentos registrados na academia.
Em resposta, o empresário informou:
“Não vou me manifestar. Ele que fale o que quiser. Prefiro continuar trabalhando.”
A reportagem também informou que o espaço permanece aberto para eventual manifestação das partes.
Advogados buscam acordo
Segundo a Folha do Pará, os advogados de Ronaldo Cohen e Khalil Nassar têm reunião marcada nesta terça-feira (28) para tentar construir um acordo e evitar o prolongamento da disputa na Justiça.
Até o momento, não há decisão judicial sobre o caso, e as alegações apresentadas refletem as versões das partes envolvidas. A expectativa é que os próximos desdobramentos ocorram nas esferas cível e empresarial, enquanto as negociações continuam.



