POLÍTICA

Ex-assessor volta atrás, nega acusações contra Éder Mauro e diz que mentiu por dificuldades financeiras

Lucas Rêgo afirma ter recebido R$ 20 mil para gravar vídeo com acusações falsas contra o deputado; envolvidos apresentam versões divergentes sobre as transferências.

Lucas Rêgo, ex-assessor citado na disputa entre o deputado federal Éder Mauro (PL) e o vereador Zezinho Lima (PL), divulgou um novo vídeo nas redes sociais em que retira as acusações feitas anteriormente contra o parlamentar. Na gravação, ele afirma que mentiu por enfrentar dificuldades financeiras, pede desculpas a Éder Mauro e diz ter recebido R$ 20 mil de Zezinho Lima e do presidente da Câmara Municipal de Belém, John Wayne (MDB), para produzir um vídeo atribuindo ao deputado participação em um suposto esquema de desvio de emendas da saúde. As declarações não foram confirmadas por investigação ou decisão judicial.

Além de negar as acusações anteriores, Lucas afirmou que posteriormente teria recebido uma nova proposta, desta vez de R$ 100 mil, para fazer novas denúncias contra Éder Mauro e o vereador Mayky Vilaça. Segundo ele, recusou a oferta por não possuir provas que sustentassem as acusações e não querer voltar a mentir.

Após a divulgação do novo vídeo, Éder Mauro reiterou que é alvo de uma articulação política e informou que apresentou comprovantes de transferências via Pix que, segundo ele, somam R$ 20 mil destinados a Lucas. O deputado afirmou que sua equipe jurídica analisa o caso para adoção de medidas judiciais.

Por outro lado, Zezinho Lima confirmou que ele, sua irmã e John Wayne realizaram transferências que totalizaram R$ 20 mil ao ex-assessor, mas negou que os valores tenham sido pagos para a produção de denúncias falsas. Segundo o vereador, o dinheiro foi destinado a ajudar Lucas, que enfrentaria dificuldades financeiras e problemas relacionados a jogos de azar. Já Mayky Vilaça afirmou que o ex-assessor foi desligado de seu grupo político após contrair dívidas e também atribuiu o caso ao envolvimento de Lucas com apostas. O vereador declarou ainda que documentos sobre o caso foram encaminhados às autoridades competentes, enquanto as acusações seguem sem confirmação oficial.

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