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Roteirista paraense desenvolve série sobre a Operação Prato, um dos casos mais intrigantes da ufologia brasileira

Produção é assinada pelo paraense Guilherme Gonzalez e terá como pano de fundo os acontecimentos registrados em Colares, no Pará, durante a década de 1970, que deram origem à famosa Operação Prato.

O roteirista paraense Guilherme Gonzalez está desenvolvendo uma série inspirada na Operação Prato, considerada uma das investigações ufológicas mais conhecidas da história do Brasil. O projeto mergulha nos acontecimentos registrados em Colares, no nordeste do Pará, durante a década de 1970, episódio que até hoje desperta debates entre pesquisadores, historiadores e entusiastas da ufologia.

A novidade chega em um momento de destaque na carreira do escritor. Enquanto aguarda a estreia da cinebiografia “Cacilda Becker em Cena Aberta”, estrelada por Débora Falabella, e comemora a indicação ao Prêmio Grande Otelo pelo filme “SEXA”, Guilherme volta seu olhar para uma das histórias mais emblemáticas da Amazônia.

Natural do Pará e atualmente radicado no Rio de Janeiro, o roteirista afirma que pretende valorizar narrativas produzidas fora do eixo Rio-São Paulo, explorando acontecimentos que fazem parte da memória e da identidade da região amazônica.

O que foi a Operação Prato?

A Operação Prato foi uma investigação realizada pela Força Aérea Brasileira (FAB) entre os anos de 1977 e 1978, após uma série de relatos de moradores de Colares e de outras localidades do litoral paraense sobre luzes misteriosas que sobrevoavam a região.

Na época, centenas de pessoas afirmavam ter visto objetos luminosos realizando manobras incomuns durante a noite. Alguns moradores também relataram ter sido atingidos por feixes de luz, que, segundo os depoimentos, causavam queimaduras, sensação de fraqueza e pequenas lesões na pele. Os fenômenos ficaram conhecidos popularmente como ataques do “Chupa-Chupa”.

Diante da repercussão e do temor da população, a Aeronáutica enviou uma equipe militar comandada pelo então capitão Uyrangê Hollanda para documentar os acontecimentos.

Durante meses, os militares realizaram vigilâncias noturnas, entrevistas com moradores, fotografias, filmagens e produziram centenas de páginas de relatórios sobre os episódios registrados em Colares e em municípios vizinhos.

Embora parte da documentação tenha sido liberada ao público anos depois, muitos aspectos da operação continuam cercados de especulações e interpretações diversas. A FAB nunca confirmou oficialmente que os fenômenos registrados tivessem origem extraterrestre.

Série vai além da ufologia

Segundo Guilherme Gonzalez, a proposta da produção não é apenas retratar os supostos avistamentos de objetos voadores não identificados, mas explorar também os impactos humanos, sociais, políticos e culturais provocados pelos acontecimentos.

A narrativa deve mostrar como os relatos afetaram a rotina dos moradores de Colares durante o período da ditadura militar, além de abordar a repercussão nacional e internacional que o caso alcançou nas décadas seguintes.

A Operação Prato permanece como um dos episódios mais conhecidos da ufologia brasileira e ajudou a transformar Colares em uma referência mundial para pesquisadores e curiosos interessados em fenômenos aéreos não identificados.

O projeto da série ainda está em fase de desenvolvimento e, até o momento, não possui previsão oficial de estreia.

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