O atacante da Seleção Brasileira e do Tottenham, Richarlison, tornou pública uma disputa judicial envolvendo o senador Flávio Bolsonaro relacionada a uma mansão avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões.
A manifestação ocorreu nas redes sociais após o jogador comentar uma publicação da advogada especialista em Direito Imobiliário Ana Paula Zantut, que explicou os principais pontos do processo.
“Realmente gastei em torno de 10 milhões lá e simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana!”, escreveu o atacante.
Segundo Richarlison, ele investiu cerca de R$ 10 milhões na aquisição do imóvel, mas acabou perdendo o direito de utilizá-lo, situação que agora é objeto de disputa na Justiça.
Entenda o caso
De acordo com a explicação divulgada pela advogada Ana Paula Zantut, Richarlison e seu empresário adquiriram a propriedade da mansão por aproximadamente R$ 10 milhões.
Posteriormente, o advogado Tomaz Willer, apontado como representante de Flávio Bolsonaro no negócio, teria adquirido os direitos de posse do imóvel.
Na prática, segundo a advogada, Richarlison permaneceu como proprietário formal da mansão, enquanto a posse — ou seja, o direito de uso, ocupação e moradia — passou para outra parte.
“Eles possuem a propriedade, são os donos. Mas Tomaz Willer possui o direito de posse, ou seja, a moradia e uso do imóvel. Cada um comprou uma coisa e agora discutem a legalidade dessa posse para que o Richarlison possa voltar a exercer o direito de uso do imóvel”, explicou.
Legalidade da transferência é questionada
O centro da disputa judicial deixou de ser apenas quem possui a posse do imóvel e passou a envolver a própria validade jurídica do contrato que transferiu esse direito.
Segundo Ana Paula Zantut, uma das sócias da empresa M Locadora, que detinha a posse da mansão, afirma que foi induzida a erro ao assinar o contrato de transferência.
De acordo com essa versão, ela teria sido levada ao cartório sem compreender integralmente os efeitos do documento.
Caso a Justiça conclua que houve fraude, simulação ou vício de consentimento na assinatura do contrato, a transferência da posse poderá ser anulada.
Nessa hipótese, o direito de uso do imóvel poderá retornar aos proprietários, entre eles Richarlison e seu empresário.
Processo segue em andamento
Até o momento, não há decisão definitiva sobre o caso.
A disputa continua em tramitação na Justiça, que deverá analisar a validade dos contratos firmados, a regularidade da transferência da posse e os direitos das partes envolvidas.
Nem Flávio Bolsonaro nem seu advogado haviam se manifestado publicamente sobre as declarações feitas por Richarlison até a divulgação das informações.



