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Marinha lança navio-patrulha de última geração que será baseado em Belém

Embarcação “Mangaratiba” reforçará a proteção da margem equatorial e da foz do Amazonas

A Marinha do Brasil deu mais um passo na modernização de sua frota com o lançamento do navio-patrulha “Mangaratiba” (P73), em cerimônia realizada no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, na última segunda-feira (27). A nova embarcação será baseada em Belém, reforçando a presença do Estado brasileiro em uma das regiões mais estratégicas do país: a margem equatorial.

O evento contou com a presença do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que destacou os impactos do projeto não apenas para a segurança, mas também para a economia e a indústria nacional. Segundo ele, a entrega fortalece a capacidade operacional da Marinha e impulsiona a geração de empregos qualificados e o desenvolvimento tecnológico.

O “Mangaratiba” será integrado ao Comando do 4º Distrito Naval, responsável por áreas sensíveis como a foz do rio Amazonas e a chamada margem equatorial — região que concentra grande potencial energético, especialmente na exploração de petróleo e gás. A presença do navio busca ampliar a vigilância, combater ilícitos e garantir a soberania nacional.

Com capacidade para até 51 militares e autonomia de cerca de 2.500 milhas náuticas (aproximadamente 5 mil quilômetros), a embarcação poderá atuar em missões de patrulhamento, busca e salvamento, além da proteção de estruturas estratégicas em alto-mar.

O comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, reforçou a importância do reforço naval na região, destacando os desafios crescentes relacionados à segurança e à exploração de recursos naturais.

Além do “Mangaratiba”, outro navio da mesma classe, o “Miramar” (P74), segue em construção, evidenciando o esforço contínuo de modernização da força naval brasileira. A iniciativa também se conecta a projetos maiores, como o Programa Nuclear da Marinha, que inclui o desenvolvimento do submarino nuclear Álvaro Alberto.

Com base em Belém, o novo navio-patrulha deve ampliar significativamente a capacidade de monitoramento e resposta na região amazônica e no litoral norte do Brasil, consolidando a capital paraense como ponto estratégico na defesa marítima do país.

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