O setor hoteleiro em Belém acende um sinal de alerta após registrar uma taxa média de ocupação de aproximadamente 35% nos últimos dois meses. O número está longe de representar um cenário positivo e reforça o momento delicado vivido pelo turismo na capital paraense.
Apesar disso, ainda há margem para que parte dos empreendimentos consiga se manter em funcionamento — especialmente aqueles que não enfrentam altos níveis de endividamento. Para esses, o momento é de cautela, mas ainda administrável.
O grande problema, no entanto, está justamente na parcela significativa do mercado que opera sob pressão financeira. Com receitas reduzidas e custos fixos elevados, hotéis endividados encontram dificuldades para equilibrar as contas, o que aumenta o risco de cortes, redução de serviços e até fechamento de unidades.
O cenário evidencia a dependência do setor em relação ao fluxo turístico e a necessidade de estratégias para impulsionar a demanda, seja por meio de eventos, fortalecimento do turismo regional ou políticas de incentivo.



