
O prefeito de Macapá (AP), Antônio Furlan, conhecido como Dr. Furlan (MDB), e o vice-prefeito Mario Neto (MDB) foram afastados dos cargos por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi determinada nesta quarta-feira (4), no âmbito da segunda fase da Operação Paroxismo, conduzida pela Polícia Federal.
A investigação trata de suspeitas de fraude em processo licitatório para a construção do Hospital Geral Municipal de Macapá. O caso tramita no STF por envolver recursos de emendas parlamentares federais destinados à obra.
Mandados de busca e afastamento por 60 dias
Ao todo, o STF autorizou 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN). Também foi determinado o afastamento de agentes públicos por um período inicial de 60 dias.
Além do prefeito e do vice-prefeito, foram afastados:
- a secretária municipal de Saúde, Erica Aymoré;
- o presidente da Comissão Permanente de Licitação da prefeitura.
Em Macapá, endereços vinculados ao prefeito foram alvo de buscas. A operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira.
Suspeita de direcionamento e desvio de recursos
Segundo a Polícia Federal, há indícios de atuação conjunta entre agentes públicos e empresários para direcionar o processo licitatório relacionado ao projeto de engenharia e à execução das obras do hospital.
A apuração também aponta possível desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. O contrato investigado foi firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá.
De acordo com a PF, a nova fase da Operação Paroxismo tem como objetivo aprofundar a coleta de provas sobre as irregularidades identificadas.
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