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Búfalo Carabao é reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Pará

Lei sancionada pelo governo estadual inclui o animal e manifestações culturais como a lambada no patrimônio oficial do Estado

O búfalo Carabao passou a integrar oficialmente o patrimônio cultural de natureza imaterial do Pará. A medida foi sancionada na segunda-feira (6) e reconhece o papel do animal na formação histórica, econômica e social de diversas regiões paraenses, especialmente na Ilha do Marajó.

O Carabao está presente no cotidiano das comunidades marajoaras há décadas e é utilizado em atividades como pecuária, transporte, policiamento montado, produção de couro e na culinária regional. Além do uso prático, o animal também ocupa espaço nas manifestações culturais e na identidade simbólica da região.

A Ilha do Marajó, localizada no nordeste do Pará, concentra o maior rebanho de búfalos do país. A presença do Carabao também se reflete na cultura popular, influenciando projetos artísticos e iniciativas culturais que utilizam o nome do animal como referência.

O reconhecimento do Carabao faz parte de um conjunto de leis aprovadas pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) e sancionadas pelo Governo do Estado, que amplia a lista de bens culturais oficialmente reconhecidos.

Outros reconhecimentos culturais

O mesmo pacote legislativo também declarou a lambada como patrimônio cultural imaterial do Pará. O ritmo e a dança, difundidos no Brasil e no exterior, passam a integrar formalmente o conjunto de expressões culturais protegidas pelo Estado.

Além disso, o Grupo Musical Canto de Várzea foi reconhecido como patrimônio cultural de natureza material e imaterial, em razão de sua atuação e contribuição para a música amazônica. A obra musical de Lucinnha Bastos de Araújo também recebeu o título de patrimônio cultural imaterial, destacando a produção artística ligada à identidade cultural paraense.

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