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Descoberta na Amazônia: Bactéria promissora pode revolucionar tratamento de doenças como herpes e câncer de mama

Cientistas do Instituto Tecnológico Vale – Desenvolvimento Sustentável (ITV-DS), em parceria com a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e outras instituições, identificaram uma bactéria até então desconhecida, encontrada no solo amazônico da região de Paragominas, sudeste do Pará, com propriedades terapêuticas notáveis. O composto químico produzido por essa bactéria apresentou eficácia contra doenças virais e células cancerosas, sem causar danos às células saudáveis, indicando um potencial promissor no tratamento de condições como herpes e câncer de mama.

A pesquisa concentrou-se na análise do potencial farmacêutico de uma cepa de bactéria da espécie Pseudomonas aeruginosa, capaz de produzir um surfactante microbiano chamado ramnolipídeo. Esse composto, além de apresentar propriedades viricidas e bactericidas, demonstrou eficácia na eliminação seletiva de células tumorais de mama, oferecendo uma nova pesperctiva no combate ao câncer.

Os resultados do estudo, conduzidos por pesquisadores como José Pires Bitencourt, do ITV-DS, e Sidnei Cerqueira dos Santos, da Unifesspa, são animadores. Testes laboratoriais mostraram que o ramnolipídeo inibiu até 97% da atividade viral de vírus como o herpes simples e o coronavírus murino, além de apresentar potencial seletividade na redução da proliferação de células tumorais de mama.

Bitencourt destaca que as condições ambientais únicas do solo amazônico propiciam o desenvolvimento de compostos de interesse farmacêutico, como o ramnolipídeo estudado. Segundo ele, a descoberta abre caminho para novas pesquisas e o desenvolvimento de terapias mais eficazes.

Para Cerqueira dos Santos, o ramnolipídeo não apenas mostra potencial terapêutico, mas também mostra estratégias de sobrevivência das bactérias em ambientes desafiadores, como solos contaminados por metais.

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