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Polícia Federal investiga a morte de líder indígena do Pará que discursou na ONU

A Polícia Federal iniciou uma investigação para esclarecer as circunstâncias da morte do líder indígena Tymbektodem Arara, ocorrida na Terra Indígena Cachoeira Seca, localizada a 250 km de Altamira, no estado do Pará. Sua morte foi descoberta no dia 14 deste mês, semanas após ter feito um pronunciamento na Organização das Nações Unidas (ONU).

Tymbektodem Arara utilizou a plataforma da ONU para denunciar, em 28 de setembro, a invasão ilegal de madeireiros em sua terra ancestral. A região onde ele vivia era habitada por uma comunidade indígena isolada, que não tinha contato com não indígenas.

Entretanto, após esse contato forçado com pessoas de fora, os membros da comunidade passaram a enfrentar sérios problemas de saúde e desenvolveram dependência de álcool, entre outros vícios.

Em seu discurso perante a ONU, Tymbektodem denunciou a situação: “Somos um povo de contato inicial e viemos aqui para exigir o respeito por nossa vida e nosso território. Sofremos inúmeras invasões. A demarcação de nossa terra só ocorreu 30 anos após o primeiro contato com não indígenas, em 2016.”

A Polícia Federal está investigando a causa da morte do líder indígena, considerando tanto a hipótese de afogamento acidental quanto a possibilidade de um evento provocado. Existem relatos divergentes sobre o incidente, incluindo a alegação de que Tymbektodem teria pulado no rio enquanto estava sob efeito do álcool. Outra versão sugere que ele teria sido jogado da embarcação.

É importante destacar que após seu discurso na ONU, Tymbektodem Arara passou a receber ameaças e necessitou de escolta da Força Nacional para garantir sua segurança.

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