Alunos da Escola da Pesca denunciam racismo, vereadora do PT se cala
Não faz nem dois meses que a Vereadora Bia Caminha, (PT/ Belém) classificou a tragédia do deslizamento de terra, ocorrida no município de Abaetetuba, como racismo ambiental. Segundo a parlamentar os poderes públicos destinam menos recursos para regiões onde residem pessoas negras, pardas e indígenas e isto se constitui racismo.
Há menos tempo ainda, a petista propôs Moção de Repúdio à Câmara Municipal de Belém contra as vinícolas que utilizavam trabalho análogo a de escravo, todavia silenciando-se sobre os meses de salários atrasados que a Prefeitura Municipal de Belém devia aos seus profissionais de saúde.
A situação parece não ter mudado muito, ou seja, a parlamentar denuncia uns, vê racismo onde muita gente não vê, mas se cala quando a culpa, de alguma forma, recai nos ombros do Prefeito Edmilson Rodrigues ou da Prefeitura de Belém.
Racismo em visita: Os alunos da Casa Escola da Pesca, projeto realizado pela Prefeitura Municipal de Belém que atende a moradores das ilhas e se destina resgatar a identidade cultural dos povos tradicionais, denunciaram em uma rede social que foram vítimas de racismo, ao visitarem a Escola Bosque, outro projeto ligado à Prefeitura de Belém.
Segundo um dos representantes, ao visitarem a instituição de ensino em uma programação pedagógica organizada no dia 30 de março, os alunos da Escola da Pesca foram hostilizados sendo chamados de “macacos e pretos”.
“Momentos muito tristes vividos por nós. E o pior foi ver um professor de Educação Física da Escola Bosque vendo todas as ofensas sem fazer nada, compactuando para a perpetuação do preconceito, do racismo. É muito doído você ser discriminado por ser ribeirinho”,comentou em sua publicação.

Escola Bosque: A Funbosque chegou a publicar uma nota. Uma daquelas notas vagas ,”para inglês ver”, dizendo apenas que repudia o racismo e que tomará providências. Não se sabe qual. A Vereadora Bia Caminha, todavia, parece ter ficado satisfeita: nada comentou desta vez.



