Incomodados com os planos de expansão da rede chinesa Shein no Brasil, lojistas de roupas e calçados se movimentam para apresentar suas preocupações ao novo governo.
A marca pretende abrir cinco novas lojas físicas temporárias por aqui, mas a reclamação principal é contra as vendas online da Shein, que, segundo varejistas brasileiros, não são tributadas em pé de igualdade com a concorrência local.
O movimento ganhou força desde o ano passado, com a participação de representantes do varejo de eletroeletrônicos brasileiros, contra marketplaces internacionais como Shopee e Ali Express.
“É um problema que o estado tem de enfrentar. Os empresários e varejistas estão pressionando. Foram no governo passado e devemos voltar agora. É uma fuga de receita para o estado e, para nós, uma concorrência desleal”, diz Mauro Francis, presidente da Ablos (que reúne redes de lojas pequenas de shoppings).
As lojas temporárias são vistas como uma vitrine física para impulsionar as vendas digitais da Shein no Brasil e testar o mercado. Fundada na China e com sede em Singapura, a Shein é um dos sites de roupas mais acessados no Brasil. Com um catálogo de preços baixos, abriu uma loja temporária em São Paulo, que atraiu filas de milhares de pessoas, gerando tumulto no shopping.
Edmundo Lima, diretor da Abvtex (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), afirma também que as roupas não costumam seguir o padrão nacional com informações de lavagem, origem e composição. “Isso pode trazer prejuízo ao consumidor, que pode danificar a peça na lavagem, além do problema de falta de transparência, que a sociedade busca hoje em dia sobre a origem dos produtos”, diz Lima.
Com informações Folha de São Paulo



