SKN diz que ainda não recebeu respiradores e que já devolveu 90% do valor ao governo do Pará

Diferente do que disse o governo do Pará em nota dirigida à imprensa em função da operação Para Bellum deflagrada pela Polícia Federal ontem, 10, o governo do Pará ainda não recebeu o valor integral.
Ontem o portal parawebnews já havia falado sobre esse assunto. A SKN do Brasil devolveu 22,8 milhões dos R$ 25,2 milhões que recebeu como adiantamento pela transação. Faltariam, portanto, R$ 2,4 milhões para quitar o débito.
Hoje a própria empresa divulgou nota informando que devolveu ao governo do Pará 90% do valor devido. Na nota a SKN do Brasil afirmou que equipamentos e valores em posse da fábrica chinesa não foram devolvidos e que “assumiu sozinha a responsabilidade e já ressarciu 90% do valor ao governo do Pará”.
Leia a nota na íntegra:
A respeito da operação, a SKN esclarece que é uma empresa de comércio exterior, com décadas de atuação na importação e exportação de produtos.
A pedido do Estado do Pará prestou o serviço de importação de respiradores comprados de empresa chinesa. Desde que foi notificada pelo governo do Pará sobre problemas na utilização dos respiradores, adotou todas as medidas para evitar danos às contas públicas e, por consequência, à população do Pará.
O fato objetivo é que o governo do Pará afirma que os equipamentos são inadequados, mas ainda não fez a devolução, o que impede a SKN de desfazer o negócio com o fornecedor chinês.
Mesmo sem a devolução dos equipamentos e os valores em posse da empresa chinesa, a SKN assumiu sozinha a responsabilidade e já ressarciu 90% do valor ao governo do Pará, inclusive informando a Justiça em tempo real, o que demonstra a boa-fé e transparência da empresa.
A empresa aguarda a devolução da totalidade dos equipamentos para a dissolução do negócio com o fornecedor chinês e o acerto dos valores pendentes.
Portanto, a SKN é vítima nesse negócio frustrado entre os equipamentos do fornecedor chinês e o governo do Pará e já demonstrou em Juízo que deu início às medidas judiciais contra a empresa fabricante dos equipamentos na República Popular da China.
Outro sinal de boa-fé é que a SKN cumpriu, com plena regularidade, o contrato para fornecer 1.600 bombas de infusão peristálticas, outra ação importante no combate à covid-19. E, de novo, a SKN sai prejudicada porque não recebeu do Estado do Pará a fatura de R$ 4 milhões.
Por tudo isso, fica evidente que não há golpe, não há irregularidades e a empresa buscará na Justiça a devida reparação. Assim como irá fornecer todos os dados à investigação criminal para esclarecer a sua correta posição de prestadora de serviço de importação de produto nacionalizado com o aval dos órgãos federais.




E sobre as ambulâncias, a empresa beneficiada está cheia de contratos no IASEP. Investigue os processos são cheios de falhas.