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Comissão do Marajó vem a Belém exigir melhorias no transporte fluvial

Integrantes do Movimento do Porto da Foz do Rio Camará confirmaram para esta terça-feira (25), às 9h, a reunião com representantes da Agência de Regulação dos Serviços Públicos do Pará (Arcon) e da Secretaria de Estado de Transportes (Setran) em Belém. A comitiva marajoara já conta com mais de 30 integrantes das cidades de Salvaterra, Soure e Cachoeira do Arari, incluindo vereadores que aprovaram requerimento pedindo a retirada de empresas fluviais da região. Eles vão à capital exigir melhorias, já prometidas, para o transporte fluvial no Marajó.

Os moradores vão apresentar quatro cobranças estruturais que devem ser deliberadas. Eles querem a legalização das empresas Navegação Ferreira e Transmarajó, que ainda estão provisoriamente autorizadas a trabalhar de lancha expressa na linha Belém-Camará; a abertura de licitação para a contratação de empresas para operar com navio na linha Belém-Camará; a retirada definitiva das empresas Banav e Arapari; e a gratuidade, horários, valores de passagens e outros assuntos que estão prejudicando a população marajoara.

As cobranças são fruto da revolta causada pela má prestação dos serviços por parte da Arapari e Banav que cresceu após o naufrágio da lancha Dona Lourdes 2, deixando 23 mortos ao afundar em frente à Ilha de Cotijuba depois de sair de um porto clandestino em Cachoeira do Arari.

A resposta imediata do Estado foi a retirada provisória das Arapari e Banav e autorização para as novas empresas operarem na linha. No entanto, mais de um mês após o naufrágio, a situação segue sem uma decisão definitiva, o que incomoda os moradores.

A preocupação é com a possibilidade de que as empresas Arapari e Banav voltem a operar no trajeto. O temor é pela falta de respostas da Arcon, que não dá uma posição concreta desde o naufrágio da lancha Dona Lourdes 2.“Já fechamos mais de um mês desde que decidimos desobstruir o porto após a reunião realizada com a equipe do Governo do Estado e, até agora, tudo que avançamos foi por esforço apenas nosso. Não vimos o Governo tomar nenhuma providência ainda” reclamou a empresária Shirley Pedrosa, referindo se a relutância da Arcon e Setran tomarem medidas efetivas.

A conquista citada foi a retirada temporária das lanchas da Arapari e Banav e entrada das lanchas Salmista e Atlântica. No entanto, a Arcon ainda não oficializou as duas novas companhias, que sequer possuem guichês para vendas de passagens no Porto.

“Estes empresários estão trabalhando sem a menor segurança de que vão ser mantidos, pois não foram cassadas, ainda, as concessões das duas antigas empresas e não foram liberadas as novas concessões, trabalho que deve ser feito pela Arcon” explicou o morador Felipe, da cooperativa do Caminhoneiros.

Vereadores pedem a retirada definitiva

As câmaras municipais de Salvaterra e de Soure aprovaram requerimento pedindo a retirada definitiva das empresas rejeitadas pelos moradores e já encaminharam os documentos às autoridades em Belém.O movimento foi acelerado porque os moradores desconfiam de que a empresa Banav estaria planejando o retorno para a linha ainda esta semana, mas imediatamente iniciaram a mobilização anunciando a recusa na chegada de qualquer embarcação da empresa ao porto.

“Não vamos aceitar. Inclusive, as duas câmaras de vereadores, de Salvaterra e Soure, já aprovaram requerimentos para que sejam encaminhados ao Governador do Estado o pedido da retirada definitiva das duas empresas da linha, sendo Arapari e Banav. E a oficialização das duas novas empresas” explicou o vereador de Salvaterra, Baixo Angelim.

Com informações Notícias do Marajó

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