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Rodoviários da Monte Cristo entram em greve mais uma vez

Mais uma vez, para variar, motoristas da empresa Monte Cristo, entraram em estado de greve na manhã desta segunda-feira (25).  A paralisação foi comunicada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belém (Sintrebel).

Cerca de 10 mil usuários ficaram sem transporte público desde a madrugada desta segunda. As linhas atingidas com a greve na Monte Cristo são: Marex, CDP-Providência, Pedreira-Nazaré, Pedreira-Lomas e linhas que atendem ao bairro da Sacramenta.

A empresa, como estima o Sintrebel, tem cerca de 700 trabalhadores. O motivo da paralisação seria a cobrança de salários e benefícios trabalhistas que estão em atraso desde maio deste ano.

Por nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setransbel) vem aponta uma crise que afeta o setor de transportes, de modo que há instabilidade financeira.

“O Setransbel ressalta que o desequilíbrio financeiro das empresas, provocado pela redução na tarifa técnica, resulta na impossibilidade de honrar com os altos custos do sistema de transporte. A crise no setor vem sendo agravada, e o reflexo é a falta de recurso das empresas para pagar seus compromissos, em razão da ausência de definição das desonerações e subsídios previstos pela Prefeitura de Belém que iriam recompor a tarifa técnica definida em R$ 5,01 pela Semob, e aprovada pelo Conselho de Transporte. O prejuízo mensal do sistema já ultrapassa R$18 milhões, impedindo ações que poderiam melhorar a prestação do serviço, como a renovação da frota”, diz a nota do sindicato empresarial.

Ainda na nota, o Setransbel destaca que “…a redução do ICMS não beneficiou o preço do diesel, que permanece em 17%. Em Belém o litro do combustível está custando em média R$ 7,39. Em 12 meses, a alta real saltou para 57,9%. Nesse cenário pode-se observar uma grande diferença no custo operacional. Entre 2019 e 2022, houve várias paralisações dos trabalhadores reivindicando aumentos, que foram concedidos. Inclusive esse ano houve mais um reajuste. No entanto, também devemos levar em consideração o aumento de vários itens da operação, como pneus, manutenção, salário, custo dos combustíveis, peças para manutenção dos veículos que se tornaram mais caras, e tudo isso tem sido pouco custeado por meio da tarifa de R$ 4,00 reais. O que não acompanha a inflação”.

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