Histórias sobre ‘quadros mal assombrados’ são assustadoras e trazem dúvidas ao público
Nesta semana, as redes sociais foram invadidas com uma postagem de um site de vendas on line que trazia um anúncio sobre um quadro com uma pintura que é considerada ‘mal assombrada’.
O site de vendas Mercado Livre possui entre seus produtos, a réplica desse quadro que ficou famoso por ser mal assombrado. Trata-se do quadro do “menino que chora”. Entre os fenômenos sobrenaturais atribuídos a ele, estaria o de a casa que o possui, pegar fogo.
O tal quadro se transformou em uma lenda urbana que intriga a muitos, que mostra um menino chorando, e foi pintado pelo artista italiano Giovanni Bragolin. Na década de 1980, por ter vários mistérios em que envolvem o quadro, Giovanni ficou famoso pois retratava em seus quadros, meninos e meninas chorando. A gravura, que até frequentou uma academia de artes em Veneza, acabou ganhando a imagem e fama de “amaldiçoada”.
Fogo e incêndios – Segundo os relatos espalhados, o quadro foi um retrato que Giovanni fez do próprio filho. O garotinho morria de medo do fogo e, para fazê-lo chorar para a pintura, Giovanni torturava o menininho queimando vários palitos de fósforos diante de seu rostinho. Segundo a lenda inglesa, o jovenzinho que tinha medo de fogo teria falecido semanas depois de a obra ser finalizada.
O artista faleceu durante um terrível incêndio em sua casa. Depois que o retrato da expressão torturante passou a ser produzido em série na Inglaterra, a lenda acabou chegando a se consolidar. Vários incêndios registrados no país foram atribuídos à maldição do quadro, que era um dos poucos itens encontrados sem nenhum dano físico depois dos incidentes.
Versões – Existem outras versões sobre a lenda, incluindo as outras crianças retratadas por Giovanni. Uma delas conta que o pintor, passando por dificuldades ao não conseguir vender seus quadros, decidiu fazer um pacto com o diabo. Só que em vez de oferecer a própria alma no “negócio”, o pintor teria vendido as dos compradores de suas pinturas.
Outra versão conta que as pinturas que eram feitas contariam com várias mensagens subliminares e algumas das crianças retratadas apareceriam com as pupilas dilatadas. O pintor inclusive teria confessado que a causa disso era que os pequenos estariam mortos, e que eram crianças reais que haviam sido abduzidas para serem entregues ao demônio.
Existe ainda histórias de que Giovanni teria pedido a todos os artistas e fãs que tivessem obras suas se desfizessem delas. Outra delas é que depois de fugir da Itália para a Espanha no período da guerra, o homem teria usado como “modelos” crianças que viviam em um orfanato local que também acabou sendo destruído por um incêndio.
Em Belém – No segmento de ‘quadros mal assombrados’, Belém também tem sua cota de “filme de terror”. Na capital paraense há duas obras com supostos fenômenos sobrenaturais. São dois quadros com representações de padres que parecem acompanhar as pessoas com o olhar, chegando a piscar, segundo alguns relatos: uma é o quadro que retrata o frei Caetano Brandão [que dá nome à praça em frente à igreja da Sé, no bairro da Cidade Velha] e a outra é um padre da ordem carmelita na tela “Conquista do Amazonas”, único personagem que olha para fora do quadro.
Ambos já assustaram alguns visitantes com seus olhares expressivos e aparentemente realistas, fazendo-os saírem rapidamente das salas onde se encontram.
Com informações do site a A Hora do Medo e do Twitter



