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Benguí perde Padre Bruno Sechi, fundador do Movimento de Emaús

O bairro do Benguí, na periferia de Belém, perdeu nesta sexta-feira, 29, Padre Bruno Sechi, 80 anos, fundador do Movimento República de Emaús, projeto social que atende centenas de crianças no bairro.

De acordo com as primeiras informações, o padre foi encontrado desacordado por volta das 18h no escritório da sede do movimento. Amigos ainda o levaram para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Marambaia, no entanto, ele não resistiu e veio à óbito. O padre estava com Covid-19.

“Por volta das 18 horas, ele foi encontrado desacordado no escritório dele na sede do Movimento (no bairro do Benguí). Foi então levado para a UPA da Marambaia onde foi constatado o óbito”, relatou Francisco Batista, amigo e assessor de padre Bruno.

Natural da Sardenha, na Itália, Bruno Sechi era atualmente pároco da Paróquia São João Paulo II, localizada no bairro do Utinga. Mas foi no bairro do Benguí que seu trabalho na área social se notabilizou.

Movimento de Emaús há 50 anos luta contra a dura realidade do bairro acolhendo centenas de meninos e meninas que não tem acesso à praças, saúde, escola e cultura em situações mínimas e dignas.

Uma das ações mais conhecidas do Movimento de Emaús, é o recolhimento de aparelhos eletrônicos, móveis, eletrodomésticos, estofados e etc. Os objetos arrecadados são direcionados para a manutenção e sustentabilidade das ações desenvolvidas pela organização.

“Eu convivi com padre Bruno desde 2014,  e esse tempo todo foi sempre um aprendizado, ele era muito afetuoso com as pessoas. Estava indignado com o que está acontecendo, mas sempre nos incentivando a seguir em frente”, ressaltou Francisco. Amigos e dirigentes do Emaús organizam o sepultamento de padre Bruno Sechi.

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