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Estudantes do Pará são finalistas em competição mundial com projeto de ecobarreiras que impedem plástico de chegar aos oceanos

Um projeto da equipe de estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) é um dos selecionados entre 107 do mundo inteiro, na fase final do desafio “1 Race 4 Oceans”, da competição Enactus World Cup 2020, iniciativa que tem como principal propósito criar um mundo melhor e mais sustentável através do desenvolvimento de uma geração de jovens líderes empreendedores e inovadores sociais.

O desafio lançado no final de 2019 pela competição global busca soluções para enfrentar a crise provocada pelo descarte de lixo plástico nos oceanos.

Os estudantes brasileiros da equipe Anamã, liderada por Larissa Peniche, de 23 anos, aluna de Engenharia Civil na UFPA, desenvolveram uma ecobarreira para conter o lixo plástico nos córregos e canais urbanos das cidades e assim, evitar que esses resíduos cheguem aos rios amazônicos e por fim, desemboquem nos oceanos.

As ecobarreiras são produzidas com conexões e tubos plásticos, além de fios feitos de garrafas PET, e por isso, têm um custo baixíssimo. De acordo com os estudantes, a solução é uma alternativa mais resistente e muito mais barata em comparação a aquelas empregadas atualmente (assista ao vídeo do Anamã ao final deste texto).

“Dentre outros dados assustadores, descobrimos que 61% do lixo produzido no Brasil acaba indo parar nos rios e que 96% dele é plástico. Vimos ainda que a Amazônia possui o segundo rio mais poluído por plástico do mundo”, diz Orlando Haber, presidente da Enactus UFPA, que desenvolve outros três projetos além do Anamã.

Com a ajuda da Ford, uma das apoiadoras do Anamã, Belém ganhará novas ecobarreiras até o final do ano e será construído um centro de beneficiamento de plástico, o primeiro da Amazônia.

O ganhador do “1 Race 4 Oceans” será anunciado na grande final da Enactus World Cup, na próxima sexta-feira, dia 11, a partir das 13h (horário de Brasília). A equipe vencedora receberá um prêmio de 25 mil dólares.

Em tupi-guarani, Anamã significa “joia do rio”. “Condiz perfeitamente com a nossa missão”, revela Haber.

Como não torcer por esse projeto?! Bacana demais!

Fonte Conexão Planeta

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