Apoio de Giovanni Queiroz (PDT) a Edmilson causa divergência no PSOL

Em 2011 o estado do Pará todo conheceu melhor o então deputado federal pelo PDT, Giovanni Queiroz, principal responsável pela aprovação do plebiscito sobre a criação dos estados do Tapajós e Carajás. Giovanni Queiroz foi autor do projeto para criação do estado de Carajás, que tomaria do atual Pará as regiões Sul e Sudeste.
Giovanni Queiroz é o atual mandatário do PDT no estado do Pará. Na última semana o diretório estadual do partido anunciou apoio ao pré-candidato à prefeitura de Belém pelo PSOL, Edmilson Rodrigues. Mas não é a primeira vez que isso acontece, em 2016 veio com o vice na chapa de Edmilson, Alan Pombo.
Acontece que o apoio do PDT, que tem vários ruralistas entre os seus filiados no Pará, causa divergência de conflitos e escancara a incoerência entre discurso e prática de Edmilson Rodrigues, que constantemente faz crítica a ruralistas pela destruição da Amazônia, pela violência no campo, pela concentração de terra e invasão de terras indígenas.
Uma rápida olhada nas redes sociais do PSOL e do Edmilson Rodrigues revela que eles estão sempre usando essas pautas.
Edmilson manifestou-se positivamente pelo apoio do PDT, mas nem todos do PSOL tem aceitado, o que tem gerado divergências internas. Além dos problemas atrelados citados acima, Giovanni Queiroz tem grande repulsa em Belém por ter sido o autor do projeto para criação do estado de Carajás e ter conseguido aprovar o plebiscito de 2011. Mais de 90% do eleitorado de Belém rejeitou as duas propostas.
De acordo com o manifesto publicado na página “Luta Socialista – PSOL”, “Giovanni Queiroz apoiou a construção de Belo Monte e as alterações no Código Florestal, e defende a soberania do Estado para impor a construção de hidrelétricas e a mineração em Terras Indígenas. Travou uma guerra para tentar impedir a demarcação da Terra Indígena Apyterewa, repetindo a velha ladainha dos agropecuaristas: “tem muita terra para pouco índio”. Em junho/2020 a APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil denunciou que a TI Apyterewa “tem mais da metade de sua área invadida por fazendeiros, grileiros, madeireiros e garimpeiros”. “
Para o Luta Socialista – PSOL, não é tolerável ter fascista na campanha eleitoral de Edmilson/PSOL.
“Não há nenhum “giro à esquerda” do PDT. É apenas oportunismo eleitoral para fortalecer a candidatura de Ciro às custas da influência de massas da candidatura de Edmilson/PSOL. Os filiados e simpatizantes do PSOL não podem ficar omissos diante dessa farsa”, diz o manifesto.



