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Trump corta relações dos EUA com a OMS

O presidente norte-americano Donald Trump anunciou nesta 6ª feira (29.mai.2020) o fim das relações entre Estados Unidos e a OMS (Organização Mundial da Saúde), afirmando que a organização é controlada pela China. Ele voltou a acusar o governo chinês de ter “acobertado o vírus de Wuhan” e disse que a nação asiática deve respostas ao mundo pelos efeitos da pandemia.

is a declaração de Trump:

“Nós detalhamos [à OMS] as reformas que precisavam ser feitas e tratamos com eles diretamente, mas eles se recusaram a agir. Por eles terem falhado em realizar as reformas solicitadas e muito necessárias, nós vamos encerrar hoje nossa relação com a OMS e redirecionar esses fundos a outras necessidades globais de saúde urgentes e merecedoras.”

Ele falou por cerca de 10 minutos à imprensa e não respondeu a perguntas. Assista à íntegra, em inglês (9min26s):

Os Estados Unidos já haviam interrompido os repasses financeiros à OMS em abril. Na 3ª feira passada (19.mai), Trump ameaçou manter a medida por tempo indeterminado caso a organização não se comprometesse com “melhoras significativas” em 1 prazo de 30 dias.

Dez dias depois, o presidente retirou a participação do país na OMS.

Ele justificou: “A China tem controle total sobre a Organização Mundial da Saúde, apesar de pagar apenas US$ 40 milhões por ano, comparado ao que os Estados Unidos têm pagado –o que é aproximadamente US$ 450 milhões por ano”.

Trump afirmou ainda que os Estados Unidos irão tratar Hong Kong nos mesmos termos usados para a China. Ele criticou as práticas comerciais do país e se queixou da nação ser considerada 1 país emergente, o que lhe concederia benefícios aos quais os Estados Unidos não têm acesso.

Trump também acusou chineses de cometer espionagem e roubar propriedade intelectual, afirmando que o governo norte-americano irá “suspender a entrada de certos estrangeiros da China que tenham sido identificados como riscos potenciais à segurança”.

Os EUA eram os maiores financiadores da OMS, com contribuições anuais de US$ 400 a US$ 500 milhões, entre as obrigatórias e voluntárias. O país é o mais afetado pela pandemia de covid-19, com mais de 100 mil mortes e 1,7 milhão de casos.

Em todo o mundo, o novo coronavírus já matou mais de 365 mil pessoas, com 5,9 milhões de infecções.

Fonte Poder 360

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