Coluna

Só há duas certezas na vida: a morte e a derrota de Edmilson no segundo turno

Por Eduardo Cunha

Se nada mudar, a derrota de Edmilson Rodrigues no segundo turno das eleições municipais 2020 em Belém é uma certeza. Pelo menos é o que se deflui das recentes entrevistas de dois dos maiores cientistas políticos paraenses, Edir Veiga, doutor em Ciência Política, pesquisador e professor da UFPA; e Dornélio Silva, do instituto Doxa, mestre em ciência política pela UFPA, realizadas pelo blog As Falas da Pólis, de Diógenes Brandão.

Segundo Veiga, em todas as pesquisas realizadas até este momento, o deputado federal Edmilson Rodrigues, do PSOL, lidera com 30 a 35 pontos percentuais à corrida ao comando do palácio Antônio Lemos, porém isso, diferentemente do que possa parecer, não quer dizer muita coisa.

O cientista político lembrou que em 2016, Edmilson aparecia com percentuais acima de até 40% e não conseguiu sair vitorioso naquele ano e ressaltou que no atual momento, os movimentos anti-petista e anti-esquerda continuam tão fortes na capital paraense, quanto antes.

Para ele, as chances estão muito mais para um candidato de centro direita, ou da base tucana ou barbalhista. “Não existe dúvida, a polarização em 2020 em Belém será entre direita versus esquerda e esta polarização, neste momento, só faz beneficiar um candidato de centro direita, seja ele zenaldista ou não”, concluiu Veiga. 

Doxa – A um resultado semelhante chegou Dornélio Silva, do instituto Doxa, que, analisando o potencial crescimento dos blocos de esquerda do primeiro para o segundo turno, chegou a conclusão que a única vitória da esquerda, em 1996, quando Edilson Rodrigues foi eleito prefeito pelo PT, deveu-se mais a fatores externos, como rejeição aos dois outros candidatos que iniciaram uma campanha de insultos e acusações mútuas na TV, que propriamente uma convergência de votos à esquerda no segundo turno.

Para ele, no segundo turno a esquerda tende a perder pois não tem poder de agregação. (….) “estabelecendo a média de crescimento da direita nas eleições analisadas, chegamos a 20,8%; enquanto a esquerda obtém uma média de 11,4% de crescimento do primeiro para o segundo turno” firmou o pesquisador.

No futebol há uma gíria para times que saem sempre na frente do campeonato, mas dificilmente vencem: cavalo paraguaio.

Isso quer dizer que, segundo os dois especialistas, Edmilson Rodrigues deve concorrer com alguém do centro direta no segundo turno e que muito provavelmente não conseguirá, novamente, chegar a vitória.

Esse filme eu já vi e o “mocinho” sempre morre no final.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Verifique também
Fechar
Botão Voltar ao topo
Fechar