Setransbel nega que tenha recebido subsídios da prefeitura de Belém
Ao contrário do que diz a prefeitura de Belém, o Sindicato das empresas de transporte de Belém (Setransbel) diz que o novo valor da tarifa de ônibus, em R$4,00 não contém nenhum subsídio por parte da prefeitura, o que significa que, tal como a antiga, todos os custos de transportes, operacional, meia-passagem e gratuidades, continuam a ser pagos inteiramente pelo usuário que paga uma passagem inteira.
O sindicato se manifestou por meio de nota, em que diz aguardar com urgência os subsídios prometidos pelo prefeito, Edmilson Rodrigues (Psol).
No entanto, como a própria prefeitura afirma em matérias da Agência Belém, os subsídios prometidos ainda dependem de aprovação do Congresso Nacional, em Brasília.
“Sobre o financiamento do sistema de transporte, o prefeito Edmilson Rodrigues disse que, em conjunto com outras prefeituras da Região Metropolitana de Belém, serão construídas soluções para o financiamento do sistema, como o subsídio que já está em aprovação pelo Congresso Nacional, em Brasília (DF)”, diz um trecho.
Basicamente, Edmilson Rodrigues está confiando em algo que nem foi aprovado ainda e nem se sabe quando.
Segundo o Setransbel, com o aumento de 40 centavos, as empresas não terão condições de operar da forma que operam atualmente. Em um comunicado emitido após a homologação do prefeito, o Sindicato chegou a falar em redução da frota, caso não haja alternativas.
Leia a nota na íntegra:
“O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (SETRANSBEL) esclarece que aguarda com expectativa de urgência as definições do subsídio na tarifa, conforme divulgado pelo poder público, a quem cabe zelar pelo equilíbrio financeiro necessário para a manutenção do serviço de transporte coletivo.
As empresas continuarão empenhando seus maiores esforços para manter a regularidade na prestação do serviço, reiterando todas as dificuldades impostas pelo corte na remuneração técnica necessária ao transporte público”.



