Roubo no Louvre: criminosos levam oito joias da Galeria de Apolo e fogem em quatro minutos
Ação ocorreu neste domingo (19), em Paris; ladrões invadiram o museu por um canteiro de obras e deixaram intacto o diamante Regent, avaliado em US$ 60 milhões

O Museu do Louvre, em Paris, foi alvo de um roubo neste domingo (19). Segundo as autoridades francesas, ao menos quatro pessoas invadiram o local e levaram oito peças da coleção de joias e pedras preciosas da Galeria de Apolo. A ação durou cerca de quatro minutos e terminou com a fuga dos suspeitos em duas scooters.
O crime ocorreu por volta das 9h, no momento em que os primeiros visitantes entravam no museu. O local foi esvaziado e permanecerá fechado neste domingo. Ninguém foi preso até o momento.
De acordo com a promotora Laure Beccuau, um nono objeto foi recuperado nas ruas de Paris. A imprensa francesa identificou o item como a coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, composta por mais de mil diamantes e dezenas de esmeraldas. A peça foi encontrada danificada, nas proximidades do museu.
As investigações apontam que os ladrões usaram um caminhão com escada móvel para acessar o prédio por um canteiro de obras voltado para o Rio Sena. Eles teriam quebrado uma janela, destruído vitrines e recolhido as peças antes de deixar o local. O grupo estava armado e vestia coletes amarelos para se misturar aos trabalhadores da área.
A promotora informou ainda que os criminosos não tentaram roubar o diamante Regent, de 140 quilates, avaliado em mais de US$ 60 milhões e exposto na mesma galeria. O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, afirmou que o grupo “fez reconhecimento prévio” e que as joias levadas têm relevância histórica.
O Museu do Louvre abriga mais de 33 mil obras, entre esculturas, pinturas e antiguidades. A Galeria de Apolo, criada por ordem do rei Luís XIV, concentra parte da antiga coleção da Coroa Francesa. O local do roubo fica a cerca de 250 metros da sala onde está exposta a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci.
A polícia francesa revisa imagens de câmeras de segurança e ouve funcionários que estavam no prédio no momento do roubo. A ministra da Cultura informou que ninguém ficou ferido.
Este não é o primeiro caso de furto no Louvre. Em 1911, a Mona Lisa foi roubada por um ex-funcionário e recuperada dois anos depois, em Florença. Em 1983, peças de armaduras renascentistas também foram levadas e só retornaram ao museu após quase quatro décadas.
O episódio ocorre em meio a debates sobre segurança no museu e às reformas previstas no programa “Nova Renascença do Louvre”, lançado pelo governo francês para modernizar a instituição e ampliar as medidas de proteção até 2031.
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