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Pressionado, Doria decide deixar o governo mesmo que desista da Presidência

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), decidiu deixar o cargo mesmo que desista de concorrer à Presidência da República. Pressionada por aliados e, agora, ex-apoiadores, a cúpula da gestão Doria entende que a possibilidade de abandonar a disputa presidencial e se manter no posto deixou o mandato ingovernável e sem qualquer benefício ao tucano.

A decisão ocorre em meio a muitos boatos e incertezas sobre a situação política de Doria desde que surgiram as primeiras notícias sobre a desistência de sua candidatura ao Planalto. Oficialmente, o governo estadual não comenta.

À jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Doria disse que a decisão não está tomada. “Estou correndo muito aqui. Mas nem fui, nem voltei. Só para você saber. Só especulação”, declarou o tucano. A expectativa é que o anúncio oficial seja feito em um pronunciamento na tarde de hoje.

Pré-candidato do PSDB desde que venceu as prévias, em novembro, Doria era um dos principais articuladores da aliança nacional com MDB e União Brasil por meio de conversas com os diretórios estaduais. O problema é que essas duas legendas também estão intimamente ligadas à candidatura de Garcia ao governo estadual.

Ainda não se sabe se o martelo de Doria sobre a candidatura ao Planalto foi batido. Depois de dizer que sairia, agora acena às pessoas próximas que a decisão ainda está sendo avaliada e deverá ser anunciada no evento desta tarde. De qualquer forma, deverá deixar o governo.

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