A ponte sobre o Rio Araguaia, na BR-230, que liga os estados do Tocantins e Pará, seguirá totalmente interditada por tempo indeterminado. A decisão foi confirmada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), após laudos técnicos apontarem riscos graves na estrutura da travessia.
Segundo o órgão, a ponte será completamente reconstruída. A medida foi tomada com base em um Relatório Técnico de Avaliação Estrutural realizado entre fevereiro e abril de 2026, que identificou elevado nível de deterioração em pilares e blocos de fundação responsáveis pela sustentação do vão central sobre o Rio Araguaia.
Os estudos incluíram ensaios técnicos e testes de carga com veículos pesados. De acordo com o DNIT, os resultados apontaram comprometimento estrutural suficiente para manter a interdição total da ponte, considerada estratégica para a ligação entre o sudeste do Pará e o norte do Tocantins.
O edital para licitação das obras de reconstrução deve ser publicado no próximo dia 26 de junho. A nova estrutura será executada dentro do Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (PROARTE) e deverá seguir normas técnicas atualizadas, com maior capacidade de carga e durabilidade.
Enquanto a nova ponte não é construída, o DNIT informou que já iniciou o processo de contratação emergencial de balsas para restabelecer a travessia na região e reduzir os impactos para moradores, caminhoneiros e empresas que dependem da rota.
Rotas alternativas
Até que o serviço de balsas entre em funcionamento, motoristas devem utilizar desvios definidos pelo DNIT:
- Rota 1: pelas rodovias BR-153 e BR-226, passando por São Geraldo do Araguaia (PA) e Xambioá (TO);
- Rota 2: desvio no km 59 da BR-230, seguindo por cerca de 15 quilômetros de estrada de terra até o porto de balsas em Esperantina (TO). Após a travessia, o trajeto continua pelas rodovias TO-201 e TO-010 até Araguatins;
- Rota 3: saída de Marabá (PA) em direção ao entroncamento com a MA-125, passando por municípios do Maranhão até alcançar a BR-010, nas proximidades de Imperatriz.
O DNIT também anunciou mudanças no monitoramento de pontes e viadutos federais. Segundo o órgão, o programa de manutenção passará a utilizar satélites e sistemas de inteligência artificial para acompanhar preventivamente as estruturas e agilizar diagnósticos de risco em todo o país.



