NOTÍCIANOTÍCIASParáREGIONAL

Petrobras prevê Belém como base logística para exploração de petróleo na Margem Equatorial

Capital paraense deve concentrar atividades de apoio às operações no Amapá, enquanto poços exploratórios no litoral do Pará ainda dependem de estudos e licenciamento ambiental.

A Petrobras prevê que Belém tenha papel central na estrutura logística de apoio às atividades de exploração e produção de petróleo e gás na Margem Equatorial Brasileira. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (9) pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante coletiva de imprensa na capital paraense.

Segundo a executiva, Belém já funciona como ponto de apoio às operações em andamento no litoral do Amapá e deverá manter essa posição caso os projetos avancem para uma eventual fase comercial. Chambriard destacou que a capital paraense dispõe de uma estrutura mais desenvolvida do que Oiapoque, no Amapá, o que favorece a concentração de atividades logísticas e operacionais.

“Belém é uma base de apoio importante para qualquer trabalho que a gente venha fazer e que nós já estamos fazendo no Amapá”, afirmou a presidente da Petrobras.

A coletiva também contou com a participação de Umberto Borges, gerente-geral de Poços Exploratórios, e Francisco Vervloet, gerente executivo de Relacionamento Institucional da companhia.

A Margem Equatorial é uma região de interesse para a exploração de petróleo e gás em águas profundas e ultraprofundas, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e abrange também o litoral do Pará, Maranhão, Piauí e Ceará. A Petrobras considera a área estratégica para ampliar as reservas nacionais de petróleo diante da perspectiva de redução da produção do pré-sal na próxima década.

Poços no Pará dependem de licenciamento

Apesar das perspectivas para a região, a Petrobras ainda não apresenta estimativas sobre o volume de petróleo que poderá ser encontrado na costa paraense nem sobre possíveis efeitos de descobertas na produção nacional.

Questionada sobre o potencial das reservas no litoral do estado, Magda Chambriard afirmou que seria prematuro fazer projeções neste momento. A presidente confirmou que poços exploratórios no Pará estão previstos na carteira de projetos e no plano de negócios da companhia, mas ressaltou que as localizações ainda passam por estudos, inclusive ambientais.

“Esses poços não têm licença ainda, e, portanto, existe um caminho a percorrer que envolve, vamos dizer assim, o local possível de exploração e produção no litoral do Pará”, declarou.

Assim, a realização das perfurações dependerá da definição das áreas de interesse e da obtenção das autorizações necessárias. Enquanto os projetos no território paraense não avançam, a estatal pretende estruturar em Belém o suporte logístico às operações no Amapá.

A presidente também mencionou investimentos exploratórios previstos para a bacia Pará-Maranhão, mas destacou que o avanço das atividades depende do andamento dos projetos e dos procedimentos necessários para sua execução.

Petrobras prevê mais oito poços no Amapá

O litoral do Amapá concentra atualmente uma das principais frentes de exploração da Margem Equatorial. De acordo com Chambriard, a companhia prevê realizar mais oito perfurações exploratórias no estado, conforme as oportunidades identificadas e os licenciamentos necessários.

Após a operação no Amapá, a sonda utilizada na região deverá seguir para o litoral do Rio Grande do Norte, onde está prevista a perfuração de um poço chamado Mãe de Ouro.

Segundo a presidente da Petrobras, caso os resultados confirmem o potencial esperado pela companhia, a descoberta poderá contribuir para viabilizar um novo polo de produção de petróleo no estado nordestino.

A executiva ressaltou, no entanto, que a Margem Equatorial continua em fase de pesquisa exploratória. O planejamento de perfurações e a identificação de áreas promissoras não significam que reservas comerciais já tenham sido comprovadas em todos os locais estudados.

Nesse cenário, Belém poderá ampliar sua participação como centro de apoio às operações na região, enquanto a exploração no litoral paraense permanece condicionada aos estudos técnicos e às autorizações ambientais.

Etiquetas

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Fechar