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Pertencente à elite de Belém, Edmilson Rodrigues ataca capitalismo em vídeo da PMB

A esquerda caviar parece não se enxergar como parte da burguesia. Entre tantos exemplos, temos aqui o atual prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, aquele mesmo que na campanha eleitoral de 2016, fez um vídeo em que disse que o seu patrimônio consistia apenas em um fusca e uma bike. O vídeo viralizou, virou piada e meme nas redes sociais.

Nessa mesma campanha, em debate da TV Record, Edmilson disse que o seu salário de R$33 mil mensais, por ser deputado federal na época, era “razoável”.

Não obstante disso, a esquerda paraense vive idealizando o movimento da Cabanagem como um movimento de esquerda, de cunho marxista. Um desatino à história do Pará.

Nesta sexta-feira, 07 de janeiro, a revolta da Cabanagem completa 187 anos. Uma data que deveria ser de reflexão aos paraenses diante dos problemas sociais que o estado tem. Segundo dados do IBGE, cerca de 4 milhões de paraenses viviam na pobreza em 2020, quase metade da população do estado.

Mas o que deveria ser momento de reflexão, vira apego ideológico de políticas fracassadas. Edmilson Rodrigues, grande defensor de ditaduras de esquerda como a Venezuelana e a Cubana, aproveitou o vídeo publicado nas redes sociais da PMB, para atacar o sistema capitalista.

No vídeo, Edmilson diz que o capitalismo é o grande responsável pelo fracasso social e ambiental e que por isso o sonho cabano deveria permanecer vivo.

Mas o Edmilson ignora que o capitalismo de livre mercado moderno, surgido junto com a revolução industrial, tomaria forma e seria aprimorado no século XIX, considerando o século das luzes, quando o mundo começaria a melhorar de padrão de vida, regimes de escravidão seriam derrubados (a exemplo do próprio Brasil) e o mundo passaria estar mais integrado.

“Duzentos anos atrás, antes do advento do capitalismo, o status social de um homem permanecia inalterado do princípio ao fim de sua existência: era herdado dos seus ancestrais e nunca mudava.  Se nascesse pobre, pobre seria para sempre; se rico — lorde ou duque —, manteria seu ducado, e a propriedade que o acompanhava, pelo resto dos seus dias”, disse Mises em “As Seis Lições”.

“Foi dessa grave situação social que emergiram os começos do capitalismo moderno.  Dentre aqueles párias, aqueles miseráveis, surgiram pessoas que tentaram organizar grupos para estabelecer pequenos negócios, capazes de produzir alguma coisa.  Foi uma inovação.  Esses inovadores não produziam artigos caros, acessíveis apenas às classes mais altas: produziam bens mais baratos, que pudessem satisfazer as necessidades de todos.  E foi essa a origem do capitalismo tal como hoje funciona.  Foi o começo da produção em massa — princípio básico da indústria capitalista.  Enquanto as antigas indústrias de beneficiamento funcionavam a serviço da gente abastada das cidades, existindo quase que exclusivamente para corresponder às demandas dessas classes privilegiadas, as novas indústrias capitalistas começaram a produzir artigos acessíveis a toda a população.  Era a produção em massa, para satisfazer às necessidades das massas”, continua.

Mises diz que o capitalismo proporcionou um aumento sem precedentes da população mundial. Não fosse o capitalismo, muitos dos marxistas e esquerdistas em geral não teriam nascido. Mas isso eles não reconhecem. Deus criou um Arcanjo que se tornou depois seu arquiinimigo , e também da espécie humana. O capitalismo deu condições de que pessoas como Marx existissem e passassem a combatê-lo ferozmente (Foi financiado pelo dinheiro do capitalista Engels).

“Sabe que a população deste planeta é hoje dez vezes maior que nos períodos precedentes ao capitalismo? Sabe que todos os homens usufruem hoje um padrão de vida mais elevado que o de seus ancestrais antes do advento do capitalismo? E como você pode ter certeza de que, se não fosse o capitalismo, você estaria integrando a décima parte da população sobrevivente? Sua mera existência é uma prova do êxito do capitalismo, seja qual for o valor que você atribua à própria vida”, refletiu Mises.

Talvez falte essa reflexão para Edmilson, o burguês que não se enxerga como tal.

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