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Paragominas atrai 15 milhões de euros para restauração florestal

Município paraense se tornou referência em bioeconomia ao combinar redução do desmatamento, recuperação de áreas degradadas e produção rural sustentável.

O município de Paragominas, no sudeste do Pará, tem se destacado como exemplo de transformação econômica e ambiental na Amazônia. Após avançar no controle do desmatamento, a cidade atraiu 15 milhões de euros para projetos de restauração florestal e desenvolvimento de atividades sustentáveis.

Resumo da iniciativa

  • Paragominas recebeu 15 milhões de euros para ações de restauração florestal.
  • O município busca consolidar um modelo de bioeconomia baseado na recuperação de áreas degradadas.
  • A proposta combina sistemas agroflorestais, pecuária regenerativa, crédito verde e produção rural sustentável.
  • Até 2008, cerca de 878 mil hectares já haviam sido desmatados no município.
  • Hoje, Paragominas concentra projetos de restauração, crédito de carbono e pecuária de baixa emissão de carbono.

Transformação após décadas de pressão ambiental

A cerca de 320 quilômetros de Belém, Paragominas enfrenta o desafio de transformar a restauração ambiental em oportunidade econômica. A cidade aposta em um modelo que busca recuperar a vegetação nativa sem abrir mão da produção rural, conciliando preservação ambiental e geração de renda.

De acordo com a reportagem da Exame, até 2008 aproximadamente 878 mil hectares, o equivalente a cerca de 45% do território municipal, já haviam sido desmatados. Esse histórico levou o município a buscar novas estratégias para reduzir a pressão sobre a floresta e estimular atividades econômicas mais sustentáveis.

Modelo de bioeconomia

O projeto em desenvolvimento em Paragominas combina diferentes iniciativas voltadas à recuperação ambiental e ao fortalecimento da economia local. Entre os principais eixos estão:

  • Sistemas agroflorestais, que integram cultivo agrícola e espécies florestais;
  • Pecuária regenerativa, com práticas voltadas à recuperação do solo e redução de emissões;
  • Crédito verde, destinado a apoiar produtores que adotam práticas sustentáveis;
  • Restauração de áreas degradadas, com formação de corredores florestais e recuperação da vegetação nativa.

A ideia é que a restauração deixe de ser vista apenas como obrigação ambiental e passe a integrar a estratégia econômica das propriedades rurais, aumentando a produtividade e criando novas oportunidades de renda.

Investimentos e novas oportunidades

Os 15 milhões de euros captados para a restauração florestal reforçam o interesse internacional por iniciativas que conciliam conservação ambiental e desenvolvimento econômico na Amazônia.

Atualmente, Paragominas reúne projetos ligados à restauração florestal, crédito de carbono, sistemas agroflorestais e pecuária de baixa emissão de carbono, tornando-se um dos municípios amazônicos que mais atraem iniciativas de bioeconomia.

Restauração como estratégia econômica

Segundo a proposta em curso no município, a recuperação da vegetação pode gerar benefícios que vão além da preservação ambiental. Entre os resultados esperados estão:

  • Melhoria da qualidade do solo;
  • Aumento da produtividade rural;
  • Formação de corredores florestais;
  • Geração de novas fontes de renda para produtores rurais;
  • Fortalecimento da economia local por meio de atividades sustentáveis.

Com essa estratégia, Paragominas busca se consolidar como referência em um modelo de desenvolvimento que mantém a produção econômica ao mesmo tempo em que reduz a pressão sobre a floresta amazônica.

Exemplo para a Amazônia

A experiência de Paragominas é vista como um exemplo de transição para uma economia de baixo carbono na Amazônia. O município demonstra que políticas de controle do desmatamento, associadas a incentivos econômicos e investimentos em restauração, podem atrair recursos e criar novas oportunidades de desenvolvimento sustentável.

A expectativa é que o modelo sirva de referência para outros municípios amazônicos interessados em conciliar conservação ambiental, produção rural e geração de renda.

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