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Países pedem à ONU mudança da sede da COP30 devido a preços altos de acomodações em Belém

Reunião de emergência foi convocada por representantes internacionais para discutir os custos de hospedagem na capital paraense. Países em desenvolvimento ameaçam não participar do evento caso valores não sejam revistos.

O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, afirmou nesta quinta-feira (31) que representantes de países integrantes do bureau da Convenção do Clima solicitaram uma reunião com a Organização das Nações Unidas (ONU) para tratar dos valores cobrados por hotéis em Belém durante a conferência climática marcada para novembro de 2025.

Durante um evento promovido pela Associação de Correspondentes Estrangeiros (AIE) e o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Corrêa do Lago declarou que o tema foi apresentado por diversas delegações. Segundo ele, alguns países consideraram até mesmo a possibilidade de transferir a sede da conferência devido ao aumento expressivo nas tarifas de hospedagem.

De acordo com o representante da COP30, o reajuste nas diárias superou em mais de dez vezes os valores normalmente praticados na cidade. Ele destacou que a variação supera a de edições anteriores da conferência, quando os preços chegaram a dobrar ou triplicar, mas não nos mesmos níveis registrados em Belém.

Durante reunião do bureau do clima da ONU realizada na última terça-feira (29), a situação foi discutida com maior urgência. Segundo a agência Reuters, países em desenvolvimento alertaram que, com os atuais valores, não conseguiriam enviar suas delegações completas ao evento, o que poderia comprometer a representatividade das discussões.

Richard Muyungi, presidente do Grupo Africano de Negociadores, afirmou que o tema voltará à pauta em nova reunião no dia 11 de agosto. Ele explicou que a expectativa é garantir acomodações acessíveis para todas as delegações, especialmente aquelas com menor capacidade orçamentária.

“Nos foi informado que o assunto será revisitado. Não estamos dispostos a reduzir o número de participantes”, disse Muyungi, acrescentando que os países esperam uma solução do governo brasileiro.

Ainda segundo a Reuters, representantes de países desenvolvidos também manifestaram preocupação com os custos. Autoridades brasileiras reiteraram o compromisso de viabilizar hospedagens com preços acessíveis, especialmente para países com menor renda.

Corrêa do Lago destacou que o governo federal tem buscado sensibilizar a rede hoteleira local, embora não tenha mecanismos legais para impor valores. Ele mencionou que há uma mobilização em curso para evitar que os custos se tornem um obstáculo à participação internacional na conferência.

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