O Paysandu perdeu para pandemia da Covid-19 um de seus grandes nomes do quadro de sócios, sócio bicolor e proprietário, o advogado Antônio Maciel. Ele veio de família humilde do interior e venceu na capital paraense.
Antônio Maciel era filho de Zeferino Santos Maciel, que, quando vereador em Acará, foi autor do Projeto de Lei que separou a área de Tomé Açu do Acará, criando assim um novo município no estado do Pará.
Algum tempo depois, Santos pegou seus filhos e trouxe para a cidade, com uma “mão na frente e outra atrás”, sem qualquer recurso no bolso. Indagado por sua irmã sobre como sobreviveria na capital, Santos respondeu: “Eu não sei, só sei que vou educar meus filhos”.
Advogado – Assim, a família Maciel veio para a capital paraense, onde, apesar de todas as dificuldades, Antônio Maciel se tornou advogado e sócio de um grande escritório em Belém. Entretanto, uma coisa nunca mudou: o seu amor pelo Paysandu. Já no interior, ainda criança, Antônio sofria a cada derrota do Paysandu e quando chegou à capital tentou a sorte no clube.
Ao lado de seu inseparável sócio e irmão de consideração, o ex-presidente do Paysandu Alberto Maia, Maciel se aventurou na diretoria do clube nos anos de maiores conquistas do clube, sendo campeão da Copa dos Campeões do Brasil e estando assim presente no estádio La Bombonera na histórica vitória do Paysandu em solo argentino pela Copa Libertadores da América.
Depois desses feitos, Antônio Maciel passaria um tempo afastado dos bastidores, mas voltaria a compor o quadro de colaboradores do clube em 2013 com a vitória da chapa de Vandick Lima, quando conquistou mais um estadual para o bicolor e o acesso à série B.
Na gestão do seu inseparável amigo Alberto Maia, Maciel conquistou o primeiro título da Copa Verde da história do Paysandu e no biênio seguinte foi eleito presidente da Assembleia Geral, órgão máximo do clube.
Antônio Maciel estava perto de realizar mais uma façanha em prol do clube que tanto amou, encabeçando a chapa “Reconstruir com Transparência”, que tem como bandeira a reconstrução fiscal do Paysandu, frente aos atrasos de salários recorrentes e processos trabalhistas frutos da atual gestão.
O Paysandu perde um grande torcedor na terra, mas de onde quer que esteja, Antônio Maciel estará torcendo sempre pelo Papão da Curuzu.



